"Os homens, para serem verdadeiramente ganhos, precisam ser ganhos pela verdade".

C. H. Spurgeon

Apostila de Qualificação de Obreiros Parte IV

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Objetivo da Lição:

A pouco tempo, tivemos a necessidade de separar alguns irmãos para o ministério ordenado (Diácono e Presbítero), O que nos surpreendeu, foi a tamanha dificuldade que tivemos para encontrar crentes realmente preparados para o exercício dos ofícios eclesiásticos. Nossa saída foi qualificar os candidatos para poderem abençoar a igreja verdadeiramente, por isso também disponibilizo em diversas partes, uma apostila de qualificação de obreiros. Se houver interesse de adquirir o material imediatamente, basta deixar o e-mail na caixa de comentário que certamente enviarei o arquivo gratuitamente.






TEOLOGIA PRÓPRIA
Objetivo da Lição:
Ao término desta Lição o Aluno Deverá saber Basicamente:
1.      Que o conhecimento de Deus acontece quando desejamos obedecer a sua vontade de forma voluntariosa;
2.      Que o Temor de Deus precede ao conhecimento da sua Pessoa;
3.      Definir o que é revelação Geral e revelação Especial;
4.      Definir qual objetivo dos nomes de Deus;
5.      Algo sobre os atributos Incomunicáveis e Comunicáveis de Deus
6.      Qual o objetivo de tais atributos em relação o Homem.

Introdução:
Devido a uma má compreensão da forma como Deus comunica-se (revela-se) ao homem, através de Seus atributos, revelação geral e especial, é que muitas vezes temos tido dificuldades em organizar e gerir a instituição chamada “igreja”. Alguns dizem que a igreja é como uma empresa e deve ser administrada de tal forma, Aqui nesse capítulo veremos a importância de compreender a pessoalidade de Deus para com os homens e assim teremos ferramentas que nos ajudará a administrar a igreja do Senhor, não como uma empresa, mas da forma devida, como a noiva da Cristo.

Definição de Teologia Própria (Teontologia).
Teologia própria, ou teologia propriamente dita, ou teontologia, é o lócus (área de estudo) da teologia sistemática que trata do estudo de Deus e, especificamente, de Deus Pai. Suas áreas clássicas de investigação são a questão da existência de Deus, os atributos divinos, a Santíssima Trindade, a doutrina do decreto divino, criação, providência e teodicéia.
É o ensino sistemático e lógico sobre a natureza e obra de Deus, (gr. THEÓS; θεος; hb. יהוה Y êhovah) e seu relacionamento com a criação.

A Doutrina de Deus.
Seus objetivos são de sistematizar o conhecimento sobre a pessoa de Deus sua obra, principalmente Deus Pai; De testificar de forma racional a existência de Deus.
Segundo a CFWM no capítulo II De Deus e a Santíssima Trindade é definido D’Ele:
I. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições.  Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.
II. Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança.  Ele é suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas.  Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser.  Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto.  Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos.  Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.

 Objetivos da Doutrina de Deus.
1.      A Doutrina de Deus define e sistematiza o conhecimento sobre a pessoa de Deus e sua obra.
2.      A doutrina de Deus intelectualiza a fé, fortalecendo-a.
3.    A doutrina de Deus testifica de forma racional a existência de Deus.

A Pirâmide do Conhecimento Humano.
Existem cinco níveis de conhecimento possíveis na esfera humana.

1º Conhecimento Empírico_ Esse tipo de conhecimento, ainda que repleto de erros e acertos casuais ele é o resultado da convivência, do dia a dia (experiência pessoal) com o meio ambiente vivido.

2º Conhecimento Científico_ É o conjunto de conhecimentos socialmente adquiridos ou produzidos, historicamente acumulados, dotados de universalidade e objetividade que permitem sua transmissão, estando estruturados com métodos, teorias e linguagens próprias, que visam compreender e, possivelmente, orientar a natureza e as atividades humanas.

3º Conhecimento Filosófico_ Analisa a forma de pensar do homem desde seus primórdios até os dias atuais. É um tipo de saber que organiza os valores éticos sob o ponto de vista humano.
4º Conhecimento Teológico_ Trata do saber religioso que abaliza a sua forma de doutrina esclarecendo-a de forma lógica e relacionando-a com os tipos seculares de conhecimento.

5º Conhecimento Divino_ Manifesta-se através do estudo sistemático das Escrituras Sagradas. Esse tipo de saber confere ao homem fé, e a possibilidade de experimentar um relacionamento pessoal com Deus seu Criador.

É Impossível conhecer Deus Plenamente
“Ninguém pode conhecer a Deus Plenamente” Essa fala inicia esse tema, que elementos temos que prova essa citação.
1.       Quanto mais sabemos sobre Deus mais precisamos aprender.
2.       Nossa limitação na consciência.
3.      Nossa limitação na carne.
É Possível Conhecê-lo Experimentalmente.                                                             Esse novo enunciado mostra-nos a possibilidade de termos uma experiência pessoal com o criador, quais os meios de desenvolvê-la, e quais os perigos que enfrentamos ao tentar fazê-lo desatentamente. Ao conhecê-lo devemos dar prossecução nesse conhecimento: (Os 6. 3) No início o nosso conhecimento de Deus não se dá de forma plena, se dá de forma emotiva ou conhecimento empírico (emoção), embora esse conhecimento inicial seja sincero e aceito por Deus, só depois, com o amadurecimento do crente, temos condição de dar continuidade em conhecê-lo, algo que chamamos de conhecimento teológico, que é aquele conhecimento, mas profundo e intimo de Deus, esse conhecimento nos ajuda a entender os planos divinos, a nossa posição em relação a Deus e os Planos Eternos de Deus.
O Conhecimento Desatento_ É o que chamaremos de conhecimento mecânico ou racional, embora nos devamos usar nossas faculdades racionais para percebermos o Divino Criador. Não podemos usá-la desprovido da graça divina, fé sobrenatural e devoção, pois a razão isolada desses requisitos acima gera falta de fé, e duvidas Como: a existência de Deus, se Ele existe porque permite tanta maldade?  A frase abaixo revela a agonia do homem pós-moderno.
 “Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo”.
Voltaire
A Revelação Geral de Deus e seu significado                                                   A Revelação Geral é o ato de o Deus criador revelar-se aos homens através das coisas criadas. A Revelação geral de Deus está descrita em (Rm 1. 20) “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis.”
A Revelação Geral pode ser percebida através da sua criação o “cosmos κοσμος; kosmos”.
Na revelação Geral estão implícitas as diversas provas racionais da existência de Deus manifestas na sua própria criação.
1.    As leis irrevogáveis e perfeitas que regem o universo.
2.    As leis Irrevogáveis e perfeitas que regem o corpo.
O conhecimento científico tem alavancado a humanidade no que diz respeito à revelação geral de Deus.  Ele colocou no homem um desejo inato de inquirir e conhecer. E esse desenvolveu diversas matérias, (física, química, astronomia, arqueologia, antropologia, zoologia, etc...) dentre outras que propõe responder as demandas e dúvidas do ser humano.

A Revelação Especial de Deus e seu Significado.                                                                                          A revelação Especial é o ato de Deus se manifestar aos homens por meio da história da humanidade, do advento de nosso SENHOR Jesus Cristo e particularmente, através das Escrituras Sagradas. O objetivo da revelação especial é possibilitar o conhecimento divino e a redenção.
Através dos registros bíblicos, a revelação especial trata do verdadeiro conhecimento pessoal.
A Revelação Especial de Deus Através de Jesus Cristo–Aprouve a Deus revelar-se aos homens através de seu Filho (Hb 1. 3) ARA.
Para nossa: Vivificação (Jo 20. 31); Reconciliação (2Co 5. 19); Purificação de Pecados (1Jo 3. 5c); Libertação do Poder do diabo (1Jo 3.8c). Veja a pergunta de Felipe em (Jo 14. 8, 9); Mostra-nos a suficiência de Cristo, Ele nos basta ou seja, Deus nos enviou o melhor que Ele dispunha (Ele próprio veio), pela sua graça sem fim e para nossa redenção.
Jesus é a expressa imagem de Deus- imagem é a exata expressão de alguma pessoa ou coisa, a semelhança absoluta, a reprodução precisa no que diz respeito à Divindade, também indica a semelhança moral de Cristo, em relação Deus; Uma natureza semelhante Divina excelente e absoluta.
A Revelação de Deus por meio das Escrituras- (2Tm 3. 16). “Toda Escritura”, indica nesse texto: a palavra de Deus, toda ela não apenas uma porção ou livro, ela toda é inspirada por Deus, também mostra-nos o trabalho divino que levou aos servos de Deus a preservá-la. Ela possui autoridade, é inspirada, é inerrante, é infalível. Pode manter nos limpos para salvação.
A CFWM (Confissão de Fé de Westminster) do capítulo I ao X deixa uma declaração muito importante. Veja:

CAPÍTULO I
DA ESCRITURA SAGRADA
I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda.  Isto torna indispensável à Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.
Referências – (Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor.  1:21, e 2:13-14; Heb.
1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa.  8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.)

II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática:
 O VELHO TESTAMENTO
Gênesis Esdras Oseias
Êxodo Neemias Joel
Levítico Ester Amós
Números Jó Obadias
Deuteronômio Salmos Jonas
Josué Provérbios Miqueias
Juízes Eclesiastes Naum
Rute Cântico dos Habacuque
I Samuel Cânticos Sofonias
II Samuel Isaías Ageu
I Reis Jeremias Zacarias
II Reis Lamentações Malaquias
I Crônicas Ezequiel
II Crônicas Daniel
O NOVO TESTAMENTO
Mateus Efésios Hebreus
Marcos Filipenses Tiago
Lucas Colossenses I Pedro
João I Tessalonicenses II Pedro
Atos II Tessalonicenses I João
Romanos I Timóteo II João
I Coríntios II Timóteo III João
II Coríntios Tito Judas
Gálatas Filemon Apocalipse
Ref. (Ef. 2:20; Apoc. 22:18-19: II Tim. 3:16; Mat. 11:27).

III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos.
Ref. (Luc. 24:27,44; Rom. 3:2; II Pedro 1:21.)
IV. A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende
do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.
Ref. (II Tm. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13.)

V. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações.
Ref. (I Tm. 3:15; I João 2:20,27; João 16:13-14; I Cor. 2:10-12.)

VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.
Ref. (II Tim. 3:15-17; Gal.  1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.)

VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas. Ref. (II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.)
VIII. O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las, esses livros têm de ser traduzidos nas línguas vulgares de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a palavra de Deus, permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam  a esperança pela paciência e conforto das escrituras.
Ref. (Mat.  5:18; Isa. 8:20; II Tim. 3:14-15; I Cor. 14; 6, 9, ll, 12, 24, 27-28; Col. 3:16; Rom. 15:4.)
IX. A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.
Ref. (At.  15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.)
X. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.Ref. (Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10.)


Atributos incomunicáveis de Deus.
Trata-se de características exclusivas e incomunicáveis de Deus, por meio do qual Ele se revela ao homem.  Tais atributos pertencem apenas a Deus e são intransferíveis ao ser humano. Veremos adiante alguns desses atributos incomunicáveis de Deus também chamados de atributos Imanentes.

Onipotência: O termo, (lat.) designa a propriedade de um ser supremo que consegue fazer tudo, sendo por isso, todo poderoso com poder absoluto. ELE pode fazer tudo de acordo com sua natureza e propósito.

Onipresença: Por esse atributo não se deve entender que Deus esteja em todos os lugares Como muitos pensam. A ideia de um Deus distribuído por todo espaço, como a atmosfera, é errônea e pertence ao materialismo. Doutrina que ensina ser a matéria à realidade ultima do universo. É a negação sistemática das realidades espirituais; Panteísmo, diz que está dentro de tudo, esta ideia é errônea.

Onisciência: É a capacidade de saber tudo de todos ao mesmo tempo; passado, presente e futuro. Harmonizados ao mesmo tempo. Só Deus possui essa capacidade.

 Asseidade: Significa autossuficiência de vida, atributo natural, absoluto e incomunicável de Deus. Segundo qual Ele existe por si mesmo.

Espiritualidade: Deus é Espírito, sendo assim Ele transcende o mundo material, porém mantem com este um relacionamento para salvação.

Invisibilidade: Este atributo está ligado ao fato D’Ele ser Espírito, Ele não pode ser visto pelos olhos humano em um corpo físico.

Imensidade: esse atributo mostra que Ele ocupa ao mesmo tempo todas as dimensões, espiritual e física.

Imutabilidade: Qualidade exclusiva de Deus que o torna imune às mudanças quer de natureza qualitativa e moral. Ele é imutável em seu Propósito, Promessas, Perfeição.

Eternidade: Como o Ser Eterno Por Excelência, Deus sempre existiu, sempre haverá de existir. Mão teve inicio e não terá fim, o tempo humana não pode compreender a existência de Deus.

Soberania: Trata-se aqui do atributo pelo qual Deus exerce o controle soberano e absoluto de todo universo, segundo sua vontade.



Atributos Morais e Comunicáveis de Deus.
São algumas das qualidades de Deus comunicáveis, ou transferíveis aos seus servos. Todo servo de Deus deve Ter os atributos morais de Deus, pois eles nos caracterizam como filhos.

Santidade: Trata-se da absoluta pureza moral de Deus, que o exalta em completa perfeição sobre toda criatura.
Justiça: Esse atributo mostra que ele sempre retribui a todos com imparcialidade absoluta, o que lhe cabe por direito, o que lhe é devido.

Fidelidade: Esse termo fala da lealdade, segurança, firmeza de caráter nos sentimentos e observância da verdade. Estão associados ao caráter de Deus.

Amor: Não é apenas um atributo de Deus; mas, sim um dos aspectos da sua natureza.

Misericórdia: Esse atributo está ligado a sua bondade, amor, soberania e a Graça Divina.

Sabedoria: Um atributo de Deus, através do qual o mundo foi estabelecido, a forma pelo qual Ele revela (inicia) e conduz seu plano de salvação até a conclusão (Final): A manifestação do messias sua obra redentora e o fim de todas as coisas. Só um Deus extremamente sábio poderia elaborar um plano tão completo e perfeito.

Bondade: Trata-se aqui da perfeição de Deus ativando a sua generosa disposição de suprir todas as necessidades materiais e espirituais do ser humano.
Longanimidade: Esse atributo divino manifesta a demora de Deus em se irar. Isso porque seu objetivo é salvar o homem, e não destruí-lo deixando a retribuição de seus atos para o fim de todas as coisas.
Zelo: Deus é zeloso, de maneira incessante Ele defende e protege sua própria honra.
Ira: Esse atributo revela o seu caráter moral, que odeia e repele tudo o que é mal e pecaminoso.
(Ler tudo)

Apostila de Qualificação de Obreiros Parte II

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A pouco tempo, tivemos a necessidade de separar alguns irmãos para o ministério ordenado (Diácono e Presbítero), O que nos surpreendeu, foi a tamanha dificuldade que tivemos para encontrar crentes realmente preparados para o exercício dos ofícios eclesiásticos. Nossa saída foi qualificar os candidatos para poderem abençoar a igreja verdadeiramente, por isso também disponibilizo em diversas partes, uma apostila de qualificação de obreiros. Se houver interesse de adquirir o material imediatamente, basta deixar o e-mail na caixa de comentário que certamente enviarei o arquivo gratuitamente.
 
ÉTICA CRISTÃ.
Objetivos da Lição:

Ao término desta Lição o Aluno Deverá saber Basicamente:
1.    Definir o que significa Ética Cristã;
2.    Quais os alicerces da Ética Cristã;
3.    Sobre casos Éticos Tópicos da Atualidade;
4.    Qual a perspectiva Bíblica de Namoro, Noivado e Casamento;
5.    Será capaz de posicionar-se sobre questões difíceis como: divórcio homossexualidade e política.
6.    Se há possibilidade de haver ordenação feminina para o ministério.

Introdução:
A ética cristã é de fundamental relevância ao obreiro eficaz, isso porque ele deverá lidar com diversas situações e questionamentos de toda espécie, ainda mais em tempos pós-modernos, sabemos que é muito comum saber de casos extravagantes. O Obreiro deve ser preparado para ter respostas em casos frequentes como de divórcio, adultério, ordenação feminina, etc...

Definição do Termo.
Etimologicamente o vocábulo “ética” deriva da palavra grega εθω “ethos” que significa um habito, costume ou rito. (Lc 1. 9; 2. 42; 22. 39).
Com tempo passou a designar conjunto de princípios ideais da conduta humana, ou seja, as normas que devem ajustar-se as relações entre diversos membros de uma sociedade.
Devemos encarar a realidade da existência da ética em três níveis possíveis, e é estabelecida no relacionamento entre Deus e o homem, entre o homem e Deus e entre os homens.

•    Entre Deus e os homens__ nos mostra as diversas leis e regras estabelecidas por Ele em consentimento para que o homem pudesse achegar-se pela graça. (Ex 18. 20).
•    Entre o homem e Deus__ Agora o homem deve responder a iniciativa divina em restabelecer o relacionamento entre as partes, as leis morais devem ser obedecidas essa e a parte do homem no pacto do VT e NT. (Dt 11. 13); (Rm 6. 15-23).
•    Entre os homens__ O relacionamento entre diversos grupos de nossa sociedade pluralizada, e a igreja que é um dos seguimentos da sociedade, deve obedecer aos princípios bíblicos para melhor harmonia com a mesma. (Hb 12. 14; Rm 12. 18).
 
Os Alicerces da Ética Cristã.
A Palavra de Deus (Jo 17. 17); Nela estão contidas as designações divinas para o homem poder relacionar-se com Deus, é onde Ele fundamenta seus valores.
(Sl 119. 105; Rm 15. 4).
A ética cristã considera que a Bíblia traz em si todo conhecimento necessário para um relacionamento agradável com Deus.
Uma citação oportuna da CFWM. (Confissão de Fé de Westminster).
•    O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.

A Vontade de Deus (Rm 12. 2).JFA-RA
Deve ser conhecida para ser experimentada, existindo algumas condições para isso:
•    “não vos conformar com este século, (aiwn-aion)”.
Este termo significa sistema que governa o mundo.
•    “ser transformado pela renovação da mente, (metamorfow-metamophoo; anakainwsis- anakainósis; nous-nous).”
O léxico empregado nesse versículo, dá profundidade a expectativa divina em relação ao homem, após ser alcançado pelo evangelho.
Dr. Matthew Henry acrescenta ao comentar o versículo de romanos:
“A obra do Espírito Santo começa, primeiramente, no entendimento, e se efetua na vontade, nos afetos e na conversação, até que há uma mudança em todo o há a semelhança de Deus, no conhecimento, a justiça e a santidade da verdade. assim, pois, ser piedoso é apresentar-nos a Deus.”
•    “Experiência com a vontade de Deus. (dokimazw-dokimazo; qelhma-thelema).”Que segundo o dicionário Strong dokimazo “é reconhecer como genuíno depois de exame, aprovar, julgar valioso”; e thelema “é o propósito de Deus em abênçoar a humanidade através de Cristo do que Deus deseja que seja feito por nós.”

A lei do Amor.
Os fundamentos da Ética Cristã estão na Justiça e no Amor, (Mq 6. 8), o crente deve praticar justiça misericórdia e humildade, ver (Mt 9. 13), onde Jesus recomenda as escribas a direção que  Deus espera dos verdadeiros santos.
Notas D.V. (Dicionário Vivas em espanhol), sobre Miquéias: “As pessoas provaram todas as formas possíveis de agradar a Deus (6.6, 7), mas O deixou em claro seus desejos: quer que seu povo seja justo e misericordioso e que caminhe humildemente com Ele. Em seus esforços para agradar a Deus, examine essas áreas com regularidade. É você justo em seu trato com a gente? Mostra misericórdia com aqueles que lhe fazem mal? Está você aprendendo a ser humilde?” Notas DV.

Casos Éticos Típicos e Atuais. “Namoro, Noivado e Casamento.”
Namoro_ Aqui se trata de compromisso sério, como o primeiro passo para o casamento não sendo permitidas relações sexuais.
Noivado_ é o segundo passo para o casamento, é a maturidade de um relacionamento a dois, porém ainda é uma fase de conhecimento conjugal ainda não sendo permitida a intimidade sexual aos noivos.
Casamento_ Em termos jurídicos é um contrato bilateral e solene, pelo qual o homem e uma mulher se unem, indissoluvelmente, legalizando por ele suas relações sexuais, estabelecendo a mais estreita comunhão de vidas e de interesses; e comprometendo-se a criar e educar a prole que de ambos nascer.

Divórcio.
A CFWM (Confissão de Fé de Westminster) Determina que autorização ou concessão para o divórcio, sejam sob dois motivos:
•    O adultério ou fornicação cometida depois de um contrato, sendo descoberto antes do casamento, dá à parte inocente justo motivo de dissolver o contrato; no caso de adultério depois do casamento, à parte inocente é lícito propor divórcio, e depois de obter o divórcio casar com outrem, como se a parte infiel fosse morta.
•    Posto que a corrupção do homem seja tal que o incline a procurar argumentos a fim de indevidamente separar aqueles que Deus uniu em matrimônio, contudo só é causa suficiente para dissolver os laços do matrimônio o adultério ou uma deserção tão obstinada que não possa ser remediada nem pela Igreja nem pelo magistrado civil; para a dissolução do matrimônio é necessário haver um processo público e regular. Não se devendo deixar ao arbítrio e discrição das partes o decidirem seu próprio caso.

Homossexualismo.
Designa-se como, pessoas que tem tendências ou que mantém relação afetiva-sexual com pessoas do mesmo sexo, podendo ser nomeados de passivo ou ativo; pode ser: homossexual, travesti, lésbica.
Está tramitando no Congresso Nacional uma lei que visa privilegiar, esse grupo minoritário, em detrimento da maioria heterossexual; vejam abaixo a parte mais polêmica da lei:
No dia 23 de novembro de 2006 o citado Projeto de Lei n°5006-b/2001 (PLC 122/06), que trata dos chamados crime de homofobia teve sua redação aprovada, em plenário, pela Câmara dos Deputados, (como já vimos anteriormente), está tramitando no Senado.
“Art. § 8º-B Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual, ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

A Política e a Igreja.
Segundo o dicionário Aurélio, política é o princípio doutrinário que caracteriza a estrutura constitucional do Estado. Embora, saibamos da recomendação bíblica com relação às autoridades constituídas no mundo, (Rm 13. 1-7), a posição da igreja geralmente é apolítica, pois nosso objetivo é espiritual em primeiro plano, ao contrario da política do mundo, que visa o bem estar social em premissa, o que não é errado, mas a igreja busca um caminho sobremodo excelente.

A Ética Ministerial do Obreiro de Cristo. Pesquise versículos relacionados aos termos abaixo e insira ao lado de cada citação.
O obreiro como sacerdote do seu lar;
O obreiro com os seus vizinhos;
O obreiro a higiene e o asseio;
O obreiro e a sua fala;
O obreiro e a sua vida devocional;
O obreiro e a cultura;
O obreiro na igreja;
O obreiro e o púlpito;
O obreiro e a teologia do culto cristão;
O obreiro e a mordomia cristã.

A Ordenação de Mulheres ao Ministério Cristão.
Há uma grande confusão teológica em nossos dias, referente à ordenação feminina, a pergunta é: Mulheres podem ser ordenadas ao pastoreado?
Biblicamente não, embora seja inegável a importância das mulheres no ministério cristão. Ao vermos tudo o que foi feito em favor das mulheres por Cristo e seus Apóstolos, sabemos que há espaço para o serviço feminino na igreja, mas, não ordenado. (1Co 14. 34, 35; 1Tm 2. 12-15)
Após a Emancipação Feminina, nos idos de 1960, nos EUA as mulheres passaram a reivindicar igualdade de direitos em diversas áreas incluindo o ministério ordenado.
(Ler tudo)

As boas obras, um caminho preparado por Deus para igreja andar. (Esboços).

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As boas obras, um caminho preparado por Deus para igreja andar.

“Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para connosco, em Cristo Jesus.
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus;
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Os gentios e os judeus são unidos por Deus, mediante a cruz de Cristo”, (Ef 2. 7-10)

Algumas características peculiares da cidade:
1.    Era o centro administrativo do império romano
2.    Tinha um templo erigido a uma deusa chamada Diana, (Artemis).
3.    Havia muitos judeus convertidos
4.    Havia desunião entre Cristão gentios e judeus.

Algo relevante:
O capitulo dois de Efésios, demonstra o trabalho simultâneo e completo do sacrifício de Cristo na redenção do homem.
•    Ressurreição Espiritual, ( Ef. 2. 1-5)
•    Ascenção Espiritual, (Ef. 2. 6)
•    Após estes dois primeiros aspectos da redenção entrar em andamento, o individuo é levado a uma necessidade imperativa de caminhar realizando boas obras, servindo de exemplo para humanidade, como Jesus Cristo (Ef. 2. 7-10).
O tema em questão demonstra o poder da igreja em fazer boas obras, a fim de revelar a Graça. “O crente que não pratica boas obras não foi alcançado pela graça ou caiu da graça”.

1.    O que devo fazer para realizar boas obras?
*    As boas obras devem ter a motivação certa.
*   Deve ser observado o adjetivo “boas” e não somente obras.
*    Ser obediente a palavra, (Jo. 14. 21, 23 e 24)
*   Separados de toda imundície e contaminação, (1Co. 5. 7, 8).

2.    O que são as mas obras?
*    As obras da carne, (Gl. 5. 19).
*    As obras teóricas, (Tt. 1. 15, 16).

3.    Quais as características das boas obras?
*    Elas permanecem através dos tempos.Ex:
João Bunyan o escritor do livro o peregrino o segundo livro mais vendido no mundo.
Gunar Vingred e Daniel Berg, fundadores da maior denominação pentecostal do mundo.
Robert Raikes Fundador da escola dominical.

*   Sua pratica faz os “homens” (ímpios) glorificarem a Deus, (Mt. 5. 16).
*   Demonstram o cristão verdadeiro, (Tg. 2. 18).

4.    Porque eu devo realizar boas obras?
*    Ela nos aperfeiçoa; Em Cristo, (Hb. 13. 21); A fé, (Tg. 2. 14); Enriquecem a vida, (1Tm. 6.8).
*   Servem para dar bom exemplo, (Tt. 2. 14, 3. 8).
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A Palavra se Cumpre

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A Palavra se Cumpre: Parte II.


1. Um grupo decidido.

Em face dos obstáculos a enfrentar, é possível que muitos Judeus, ou todos eles, tivessem desistido do sonho caso Deus não lhes despertasse o espírito. Quando o Senhor opera, o impossível perde o caráter imobilizador que lhe é típico. Falar em impossível para o caso não envolve qualquer tipo de exagero .

A luta longa e feroz que a reconstrução do Templo a da cidade exigiu prova que, mais do que uma iniciativa de meros homens, o assunto era do interesse pessoal de Deus.

E ele contava com pessoas que confiassem nisso e se dispusessem a agir com base nessa confiança. Os chefes das famílias patriarcais, casas paternas, das duas tribos remanescentes - Judá e Benjamim – mais os sacerdotes e levitas, se levantaram para subir a Jerusalém e edificar o templo. Aqueles cujo espírito é despertado pelo Senhor sempre se levantam e sobem.

Cair é do homem, (e Israel no exílio estava caído), levantar é de Deus. Ficar no alto é questão de fé e vigilância: “aquele, pois que pensa estar em pé, olhe que não caia”, (1Co. 10. 12).
Olhe para si , vigiando, porém olhe mais ainda para Jesus, autor e consumador da fé que eleva e traz consigo o triunfo, (Hb. 12. 2).

2. Riquezas de volta.

A riqueza das nações, seja ela constituída de ouro e pedras preciosas, matérias-primas industriais, objetos de arte e outros artigos de valor, é em grande parte formada pela pilhagem dos povos subjugados. No caso de Israel, sua queda sob os babilônios representou a perda dos ricos utensílios de culto usados no templo de Jerusalém.

Nabucodonozor não deixou, no caso, pedra sobre pedra. (2Re. 25. 13-17; 2Cr. 36. 18; Jr. 52. 17-23), relatam de modo sucinto a retirada pelos babilônicos das valiosas peças pertencentes ao acervo cerimonial do templo. Os pesados objetos de bronze – as colunas, os bois, o mar – foram reduzidos a pedaços e levados para babilônia.

Nenhum dos textos citados menciona o número desses utensílios. Isso pode significar que a relação numérica de Esdras, (Ed. 9. 1-11), com a soma total de 5.400 utensílios de ouro e prata, não englobe a totalidade das peças que foram levadas para Babilônia. Seja como for, Nabucodonozor e seus sucessores entenderam que os santuários dos deuses babilônicos eram lugar apropriado para a alocação das bacias, taças, incensários e demais peças a que Esdras, faz menção, (Ed. 1. 10).

O que importa é que , para quem havia perdido tudo, a recuperação desses utensílios foi uma grande vitória concedida por Deus. Uma retomada do culto no templo não partiria praticamente do zero, quanto a esse aspecto. Seria um recomeço promissor, dadas as circunstâncias. Chegava o tempo dos israelitas serem fiéis no pouco, eles que haviam sido infiéis no muito.

Quanto à fidelidade de Deus, não havia, como não há, o que discutir. O Senhor não apenas libertava o seu povo, mas o enviava .de volta com os meios necessários à reconstrução da vida em todos os seus aspectos.

Fonte: Revista Exposição.
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A Palavra se Cumpre

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A Palavra se Cumpre: parte I.


1. Um rei usado por Deus.

Aos frios olhos do interesse humano, a iniciativa de Ciro em repatriar os Judeus era apenas o uso de uma estratégia política inteligente, que partia do princípio de que o Império Persa podia controlar praticamente o mundo todo sem retirar populações inteiras de seus territórios nacionais. Governos-títeres sem propensão a rebeliões resolviam a contento o problema.
No caso do retorno dos Judeus, a liderança dependeu o tempo todo da permissão e do apoio material do governo persa . Mesmo depois de reconstruída a cidade e o templo e normalizada a vida comum, Israel como nação permaneceu sob a tutela da persa.

Contudo, o que ao homem natural pode ser o simples efeito do jogo do poder entre indivíduos e nações, do ponto de vista da ação de Deus na história é coisa muito diferente. Ciro é chamado por Isaías como pastor, (IS. 44. 28) e Ungido do Senhor, (Is. 45. 1).
O Todo-Poderoso usa toda obra criada para revelar e cumprir seus planos no universo.
Da mula de Balaão - ou das pedras - ao mais forte e influente dos políticos, o Altíssimo faz instrumentos que toquem diante dos oprimidos a doce canção da liberdade.

2. Um santo objetivo.

O decreto de Ciro liberando os Judeus para voltarem a Jerusalém pressupunha a realização de uma tarefa específica na cidade: edificar a casa de Deus, ou, de modo mais exato, reedificar o templo de Salomão, destruídos pelos babilônicos. Não era pouca coisa. Além da falta de recursos financeiro – por mais que o governo persa e os Judeus ricos ajudassem- havia o interesse dos adversários dos Judeus, os samaritanos em particular, em impedir a reconstrução.

O mais temível inimiga, porém, estava no coração dos próprios Judeus, podendo ser traduzido em duas palavras simples: descanso e desânimo. É este último oponente que será alvo da artilharia profética pela boca de Ageu e Zacarias.
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Jó, um homem reconhecido por Deus. Parte I.

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Jó, um homem reconhecido por Deus.
 Talvez pelo fato, de alguns exegetas considerarem o livro de Jó uma fábula, tem-se figurado sobre ele certo preconceito de tomá-lo como exemplo de fé e prática nesses dias, o que é uma pena, (Para aqueles que rejeitam esse livro e não o consideram como uma fonte de resposta a uma questão que é erigida pelo livro. Porque os justos sofrem?). Aí vão algumas referências Bíblicas que testificam a inspiração divina e a evidencia da existência de Jó.
“ainda que estivessem no meio dela estes três homens: Noé, Daniel, Jó...”(Ez. 14. 14).
“Como sabeis, temos por bem aventurados os que perseveraram. Ouvistes da paciência de Jó...” (Tg. 5. 11).

Texto áureo: “Então disse o Senhor a Satanás: Observaste a meu servo Jó? Não há ninguém na terra semelhante a ele, homem íntegro, reto, que teme a Deus e se desvia do mal” (Jó 1. 8).
Características particulares de Jó:

1.    Servo
2.    Integro
3.    Reto
4.    Temente a Deus
5.    Desvia-se do mal

Servo; Partindo do princípio que o próprio Deus estabelece, nas características de Jó,  Ele destaca, este adjetivo como primeiro, e certamente o mais importante. Servo, significa; Cativo e  Escravo. Nos dando exemplo de que deseja ser reconhecido por Deus deve saber sua posição em relação a Ele.
•    Cativo, Que não goza de liberdade, ou seja, estamos aprisionados em Deu,  Ele é o Senhor que nos têm como sua possessa. E Deus como Senhor têm o direito de fazer conforme sua vontade.
•    Escravo, Que ou aquele que está sujeito a um senhor, como propriedade dele, já que somos sua propriedade, nossa obrigação é fazer sua vontade e sujeitar nos.

Integro; Perfeito A palavra hebraica para usada e “Tamim”, palavra usada no A. T. Parece que primitivamente significou qualquer coisa bem acabada, tendo por isso o mesmo sentido que em português. Aplica-se à vitima do sacrifício, e então quer dizer sem Defeito, (Êx 12. 5); em relação ao homem significa homem direito, reto e de bom caráter, (Gn 6. 9; 17. 1).( Dicionário Bíblico Buckland pg.347, 348) Ou seja, a idéia de que Deus esteja falando sobre um tipo de perfeição absoluta não se sustenta diante dos argumentos apresentados. Mas, o que Deus espera é uma perfeição moral batizada na palavra e nos mandamentos de Deu,  o que é perfeitamente possível ao homem. Quando digo possível, não estou dizendo fácil.

Reto; Que não têm curvatura sinuosidade e inflexão, que segue a mesma direção, direto e direito...está explicação sobre retidão nos dá idéia de firmeza, continuidade e perseverança Quem é reto não têm oscilações na fé.

Temente a Deus; Que ou quem o reverência, e reconhece os princípios divinos. Submete-se  as leis morais de Deus.

Desvia-se do mal; Afasta se do erro, ou seja  ao mesmo tempo que ele era reto de ao comunicar-se com Deus positivamente através de suas leis morais ele tinha a facilidade de Desviar-se do que era contrário a vontade de Deus. Nós devemos ter a mesma facilidade de Jó, ao identificar e rejeitar todo mal.
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Orare e Labutare

"Orare e labutare foram palavras empregadas por Calvino para resumir a sua concepção hermenêutica. Com estes termos ele expressou a necessidade de súplica pela ação iluminadora do Espírito Santo e do estudo diligente do texto e do contexto histórico, como requisitos indispensáveis à interpretação das Escrituras."

Paulo R. B. Anglada

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