"Os homens, para serem verdadeiramente ganhos, precisam ser ganhos pela verdade".

C. H. Spurgeon

Natureza do pecado: Parte II.

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Natureza do pecado

1 O ensino do NT na descrição do pecado.

a) Errar o alvo. Expressa a mesma idéia que a conhecida palavra do AT.

b) Dívida (Mt 6. 12). O homem deve a Deus a observância de seus mandamentos; todo pecado cometido é o mesmo que contrair uma dívida. A única esperança do homem, uma vez que é incapaz de pagá-la é ser perdoado ou obter a remissão da dívida.

c) Desordem. “O pecado é a transgressão de lei” (literalmente ‘desordem’, 1Jo 3.4). O pecador é um rebelde e um idólatra porque quebra um mandamento, ao escolher sua própria vontade, em vez de escolher a vontade de Deus; pior ainda, converte-se em lei para si mesmo e, dessa maneira, faz de si mesmo uma divindade.

d) Desobediência. Literalmente, “ouvir mal”, ouvir com falta de atenção (Hb 2. 1). “Portanto, considerem atentamente como vocês estão ouvindo” (Lc 8. 18).

e) Transgressão. Literalmente, “ir além do limite” (Rm 4. 15). Os mandamentos de Deus são cercas, por assim dizer, que impedem o homem de entrar em território perigoso e, dessa maneira, sofrer prejuízo para sua alma.

f) Queda. No grego, falta, ou tropeço, cair de lado (2Pe 1.10; Ef 1.7), de onde se origina a conhecida expressão “cair em pecado”. Pecar é cair de um padrão de conduta.

g) Derrota. Esse é o significado literal da palavra “fracasso” em Romanos 11.12. Ao rejeitara Cristo, a nação judaica sofreu uma derrota e perdeu o propósito de Deus.

h) Impiedade.Origina-se de uma palavra que significa ‘sem adoração ou reverência’ (Rm 1.18; 2Tm 2.16). O homem ímpio é o que dá pouca ou nenhuma importância Deus e às coisas sagradas. Estas não produzem nele nenhum sentimento de temor e reverência. Ele estás em Deus porque não quer saber de Deus.

i) Erro (Hb9.7). Descreve aqueles pecados cometidos como frito da ignorância e, dessa maneira, difenciam-se daqueles pecados cometidos presunçosamente, apesar da luz esclarecedora. O homem que, de forma desafiadora, decide fazer o mal incorre em maior grau de culpa que , em conseqüência de sua fraqueza, é apanhado em falta.

Conclusão:
Os termos usados na bíblia para se referir a natureza do pecado, e, os diferentes aspectos desse termo (pecado), revelam seus tentáculos, que tentam alcançar e aprisionar o homem numa eterna desobediência ao Criador. Estando ainda valendo para nos a advertência de Deus, (Gn 4.7).
Fonte:
Livro Conhecendo as Doutrinas Bíblicas Myer Pearlman Editora Vida. 
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Natureza do pecado: Parte I.

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Natureza do pecado.


Texto Áureo:
“Se procederes bem, não serás aceito? E se não procederes bem, o pecado jaz a porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar (Gn 4.7).

Introdução:
A Bíblia usa uma variedade de termos para expressar o mal de ordem moral, os quais explicam algo sobre sua natureza. Um estudo desses termos nos originais em hebraico e grego proporcionará a definição bíblica do pecado.
1) O ensino do AT. Sobre o pecado.

1.1 Na esfera moral.
Aqui, as palavras usadas para expressar o pecado são as seguintes:

1) A palavra mais comum para pecado significa “errar o alvo”. Reúne as seguintes
idéias: a) Errar o alvo, como o arqueiro que atira, mas erra; do mesmo modo, que o pecador erra o alvo final da vida. b) Errar o caminho, como um viajante que se desvia do caminho certo. c) estar em falta ao ser pesado na balança de Deus.
Em Gn 4.7, em que a palavra é mencionada pela primeira vez, o pecado é personificado como uma besta feroz pronta para lança-se sobre quem lhe der oportunidade.

1) Outra palavra significa literalmente “tortuosidade”, e é muitas vezes traduzida “perversidade”. É, portanto, o contrario de retidão, que significa literalmente o que é reto ou conforme um padrão reto.

2) Outra expressão comum que traduz por “mal” exprime o pensamento de violência ou infração; ela descreve que infringe ou viola a lei de Deus.

1.2 Na esfera da conduta fraternal.
Aqui, a palavra usada para determinar o pecado significa violência ou conduta injuriosa (Gn 6.11; Ez 7.23; Pv 16.29). Ao excluir a restrição da lei, o homem maltrata e oprime seus semelhantes.

1.3 Na esfera da santidade.
Aqui, as palavras usadas para descrever o pecado implicam que o ofensor já usufruiu de um relacionamento com Deus. Toda nação israelita foi constituída em ‘um reino de sacerdotes’ (Êx 19.6), e cada membro, considerado como estando em contato com
1 adj. De, ou próprio de irmão.
2 Aquilo que é injusto, zangar-se.
Deus e seu santo tabernáculo. Portanto, cada
israelita era santo, isto é, separado para Deus, e toda atividade e esfera sua vida estavam reguladas pela lei da santidade. As coisas fora dessa lei era “profana”¹, e quem participava dela se tornava “impuro”² ou contaminado (Lv 11. 24, 27, 31, 33, 39). Se alguém persistisse na profanação, era considerado alguém imundo ou profano (Hb 12.16). Se acaso se rebelasse e deliberadamente repudiasse a jurisdição de lei da santidade, era considerado “rebelde”³ ou “transgressor”4.

1.4 Na esfera da verdade.
Aqui, as palavras que descrevem o pecado enfatizam seu elemento inútil e fraudulento. Os pecadores falam e tratam com falsidade(Sl 58. 3; Is28. 15), enganam e dão falso testemunho (Êx 20. 16; Pv 19. 5, 9). O primeiro pecador foi u mentiroso (Jo 8. 44); ele começou com uma mentira(Gn 3. 4), e todo peado contém algum elemento de engano (Hb 3.13).

1.5 Na esfera da sabedoria.
Os homens portam-se impiamente porque não pensam ou não querem pensar de modo correto; não dirigem sua vida de acordo com a vontade de Deus, seja por descuido ou ignorância.

a) Muitas exortações são dirigidas aos “inexperientes” (Pv 1. 4,22; 8. 50). Essa palavra descreve o homem natural, que não se desenvolveu nem na direção do bem, nem do mal. Faltam-lhe firmeza e fundamento moral; ele ouve, esquece, portanto é facilmente conduzido ao pecado (cf. Mt 7.26).
b) Muitas vezes lemos acerca desses “inexperientes” (Pv 7.7; 9.4), isto é, aqueles que por falta de entendimento, mais que por propensão pecaminosa, são vitimas do pecado. Os que não têm sabedoria são conduzidos a expressar juízos precipitados acerca da providência divina e por coisas além da sua compreensão.

c) O “tolo” (Pv 15. 20), descreve uma pessoa capaz de fazer o bem , mas presa às coisas da arne e facilmente é conduzida ao pecado por suas inclinações carnais. Não se disciplina nem guia suas tendências de acordo com as leis divinas.

d) O “zombador” (Sl 1. 1; Pv 14. 6) é o homem ímpio que justifica sua impiedade com argumentos racionais contra a existência ou realidade de Deus e contra as coisas espirituais em geral. Assim, ‘zombador’ é a palavra do AT equivalente à nossa moderna palavra ‘infiel’.
Fonte:
Livro Conhecendo as Doutrinas Bíblicas Myer Pearlman Editora Vida. 
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As Conseqüências do Pecado: Parte II.

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As Conseqüências do Pecado.


1) Morte em três estágios: espiritual, física e segunda morte ou eterna:

Espiritual__ enquanto o homem vive, (Ef. 2. 1; 1Tm. 5. 6).
Física__ é a interrupção da vida visível, (Hb. 9. 27).
A segunda morte ou morte eterna__ é a separação eterna , entre o homem e o seu criador. (Ap. 21. 8; Jo. 5. 28, 29; 2Ts. 1. 9). Nas Escrituras, sempre que o homem é ameaçado com a morte como castigo pelo pecado, isso significa primeiramente a perda do favor de Deus. Assim, o pecador já está morto em suas transgressões e pecados, e no momento da morte física, ele entra no mundo invisível nessa mesma condição. Assim, no grande julgamento o Juiz pronunciará a sentença da segunda morte, que envolve, “ira e indignação”, “tribulação e angustia”, (Rm. 2. 7-12). De maneira que a morte, como castigo não é a extinção da personalidade , e sim o meio de separação de Deus descrito acima.

2) A recompensa pela obediência:
Por outro lado, quando as Escrituras falam da vida como recompensa pela justiça, isso significa mais que existência, pois os ímpios existem no inferno. Vida significa viver em comunhão com Deus e em sua graça, comunhão que a morte não pode interromper ou destruir, (Jo. 11. 25, 26). É uma vida que proporciona união consciente com Deus, a fonte da vida “Esta é a vida eterna: que te conheçam o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste”, (Jo. 17. 3). A vida eterna é uma existência perfeita; enquanto que a morte eterna é uma má miserável e degradada.

Conclusão:
Sabemos que as diversas conseqüências do pecado, afligem o homem em todas as áreas de seu ser, (corpo, alma e espírito), tornando-nos degradados, e frágeis.
A luta interna entre o “santo” e “profano”, são violentas e parece não ter fim. É como ondas, que dão com ímpeto, nas rochas sem Cesar. Jesus o homem que acalma o mar, e faz, cessar toda violência das ondas, pode e quer nos transformar a imagem exata da gloria de Deus, manifestando através de nós o fruto do Espirito Santo, que caracteriza os que são redimidos, (Gl. 5. 16-25).
Fonte:
Livro Conhecendo as Doutrinas Bíblicas Myer Pearlman Editora Vida.
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As Conseqüências do Pecado: Parte I.

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As Conseqüências do Pecado
Texto áureo:
"Ao homem disse: porque deste ouvido a voz da tua mulher, e comeste da árvore que te ordenei, dizendo: não comerás dela maldita é a terra por tua causa; Do suor do teu rosto comerás o teu pão. até que tornes a terra, Porque dela foste tomado; pois és pó e ao pó tornarás. (Gn. 3. 17, 19. ).
 
Introdução:
O pecado é tanto um ato quanto um estado. Como a rebelião contra a lei de Deus é um ato da vontade do homem, também a separação de Deus vem a ser um estado pecaminoso. Segue-se uma dupla consciência: o pecador, por suas más ações, traz o mal sobre si mesmo e incorre em culpa aos olhos de Deus.

1) Fraqueza Espiritual:

a) desfiguração de imagem divina. O homem não perdeu completamente a imagem divina, porque, apesar da sua posição decaída, é uma criatura a imagem de Deus. (Gn. 9. 6; Tg. 3. 9.). Apesar de não estar inteiramente perdida, a imagem divina no homem encontra-se muito desfigurada. Jesus Cristo veio ao mundo tornar possível ao homem a recuperação completa da semelhança divina ao ser recriado à imagem e de Deus (Cl. 3. 10).

b) Pecado inerente. Ou “pecado original”. O efeito da queda arraigou-se tão profundamente na natureza humana que Adão, como pai da raça, transmitiu aos seus descendentes a tendência ou inclinação para pecar, ( Sl. 51. 5). Esse impedimento pessoal é moral, sob qual, os homens nascem, é conhecido como pecado original. Os atos pecaminosos que se seguem durante a idade de plena responsabilidade do homem são conhecidos como “pecado Atual”. Cristo o segundo Adão, veio ao mundo regatar- nos de todos os efeitos da queda, ( RM. 5. 12-21). Descreve-se essa condição moral da alma de muitas maneiras: todos pecaram, (Rm. 3. 9); todos estão debaixo da maldição, (Gl. 3. 10); o homem natural é estranho as coisas de Deus, (1Co. 2. 14); o coração natural é enganoso e perverso, (Jr. 17. 9); a natureza mental e moral é corrupta, (Gn6. 5, 12; 8. 21); a mentalidade da carne é inimiga de Deus, (Rm. 8. 7, 8); o pecador é escravo do pecado, (Rm 6. 17; 7. 5); ele é controlado pelo príncipe do poder do ar, (Ef. 2. 2); está morto em transgressão e pecado, (Ef. 2. 1); e é merecedor da ira, (Ef. 2. 3).

c) Discórdia interna. No princípio, Deus fez o corpo do homem do pó, dotando-o, desse modo de natureza física ou inferior; depois soprou em seu nariz o fôlego da vida, comunicando-lhe uma natureza mais elevada, unindo-o a Deus. E harmonia do ser humano, ter o corpo subordinado a alma, era o propósito de Deus. Mas o pecado interrompeu a relação de tal maneira que o homem se encontrou dividido em si mesmo; o “eu” oposto ao “eu”, em uma guerra entre a natureza superior e a inferior. Sua natureza inferior, frágil em si mesma, rebelou-se contra a superior e abiu as portas de seu ser ao inimigo. Na intensidade do conflito, o homem exclama: “Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo sujeito a esta morte?”, ( Rm. 7. 24). O “Deus de paz”, (1Ts. 5. 23), subjuga os elementos beligerantes da natureza do homem e santifica-o no espírito alma e corpo. O resultado é a bem aventurança interna “justiça, paz e alegria no Espirito Santo” (Rm. 14. 17).

2) Castigo real:

“Porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá, (Gn. 2. 17), “Pois o salário do pecado é a morte”, (Rm. 6. 23). O homem foi criado para viver eternamente, isto é não morreria se obedecesse à leio de Deus. Para que pudesse “lançar mão”, da imortalidade e da vida eterna foi colocado sob uma aliança de obras, figurada pelas duas árvores . Desse modo, a vida estava condicionada à obediência; enquanto Adão observasse lei da vida teria o direito à árvore de vida. Mas desobedeceu, quebrou a aliança da vida e, desse modo, ficou separado de Deus, a fonteda vida.

3) O inicio da morte:
Desde esse momento, a morte teve seu inicio.a qual foi consumada na morte física, com a separação da alma e do corpo. Mas observemos que o castigo incluía mais que a morte física; A dissolução física era uma indicação do desagrado de Deus, do fato de que o homem estava sem contato da fonte da vida. Ainda Adão tivesse se reconciliado mais tarde com o criador, a morte física continuaria a existir em conformidade com o decreto divino: “Porque no dia em que dela comer, certamente morrerá”. Somente por um ato de redenção e de recriação o homem teria outra vez direito à árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus. Por meio de Cristo, a justiça é restaurada à alma, que, na ressurreição, reúne-se a um corpo glorificado.


Fonte: Livro Conhecendo as Doutrinas Bíblicas Myer Pearlman Editora Vida.
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Orare e Labutare

"Orare e labutare foram palavras empregadas por Calvino para resumir a sua concepção hermenêutica. Com estes termos ele expressou a necessidade de súplica pela ação iluminadora do Espírito Santo e do estudo diligente do texto e do contexto histórico, como requisitos indispensáveis à interpretação das Escrituras."

Paulo R. B. Anglada

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