"Os homens, para serem verdadeiramente ganhos, precisam ser ganhos pela verdade".

C. H. Spurgeon

Apostila de Qualificação de Obreiros Parte V



A pouco tempo, tivemos a necessidade de separar alguns irmãos para o ministério ordenado (Diácono e Presbítero), O que nos surpreendeu, foi a tamanha dificuldade que tivemos para encontrar crentes realmente preparados para o exercício dos ofícios eclesiásticos. Nossa saída foi qualificar os candidatos para poderem abençoar a igreja verdadeiramente, por isso também disponibilizo em diversas partes, uma apostila de qualificação de obreiros. Se houver interesse de adquirir o material imediatamente, basta deixar o e-mail na caixa de comentário que certamente enviarei o arquivo gratuitamente.






Teologia Pastoral/ Administração Eclesiástica

Objetivo da Lição:

Ao término desta Lição o Aluno Deverá saber Basicamente;
1.      O que é Administração;
2.      O que é Administração Eclesiástica;
3.      Administração na Perspectiva Bíblica e do AT e NT;
4.      Sobre Gestão Documental;
5.      Sobre Elaboração de Um Estatuto;
6.      Sobre Recrutamento, Seleção e Treinamento dos Obreiros.
Introdução:
É comum em nossos dias vermos de forma geral uma falta de organização em diversos segmentos da sociedade, mas, sobretudo na gestão das igrejas, principalmente as pentecostais, isso se deve ao fato de geralmente elas estarem fundamentadas na figura do Líder (de forma exagerada). Essa disciplina tem o propósito de mostrar que podemos ser espirituais sem perdermos o foco administrativo regulamentar. Veremos que as duas correntes ao serem ligadas podem cooperar para o crescimento e o bom desenvolvimento do Ministério Cristão.

O que é Administração Secular e a Administração Eclesiástica.
Definindo administração secular: É a ciência que trabalha a arte de planejar, prever, organizar, comandar e controlar.
Definindo administração eclesiástica: É o estudo dos diversos assuntos ligados ao trabalho da igreja no que toca a função do Líder.
A administração eclesiástica trata deforma plena a igreja como organização e organismo:

Igreja como Organização, expressa a ideia de igreja como instituição, sua composição física, ou seja, local de reunião, horário de cultos, grupos de senhoras, jovens, adolescente, etc...

Igreja como Organismo, expressa a ideia de igreja como corpo de Místico de Cristo, isto é, independente de suas barreiras temporais, forma de culto, horário de reunião, etc...

Administração sob o Ponto de Vista Bíblico no A. Testamento.
Ex: Podemos observar que Deus escolhe Israel dentre os povos para sua possessão perpetuamente, para que através dessa nação pudesse manifestar sua revelação Especial; O tabernáculo com seus serviços administrativos, estipulado por Deus com objetivo claro e direto de ensinar o povo a diferença entre o santo e o profano; A escolha da tribo de Levi para administrar seu santuário; os juízes que julgavam a nação segundo a lei divina dentre eles Débora, Sansão...; Os profetas que eram porta-vozes de Deus e declaravam o conselho divino; Os reis de Israel dentre eles Davi, Salomão. Esses são os principais modelos de administração da igreja no Antigo Testamento...

Administração sob o Ponto de Vista Bíblico no N. Testamento.
A administração (gr. οικονομια oikonomia) focada nas parábolas, (Narrativa de história do cotidiano, cujo teor, esclarece verdades espirituais), do Senhor Jesus.
A parábola do administrador, (gr. οικονομος oikonomos) Infiel enfoca a habilidade do administrador na sua articulação administrativa. (Lc 16. 1-12).
(1) Dizia Jesus também aos seus discípulos: Havia certo homem rico, que tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de estar dissipando os seus bens. (2) Chamou-o, então, e lhe disse: Que é isso que ouço dizer de ti? Presta contas da tua mordomia; porque já não podes mais ser meu mordomo. (3) Disse, pois, o mordomo consigo: Que hei de fazer, já que o meu senhor me tira a mordomia? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. (4) Agora sei o que vou fazer, para que, quando for desapossado da mordomia, me recebam em suas casas. (5) E chamando a si cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor? (6) Respondeu ele: Cem cados de azeite. Disse-lhe então: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta. (7) Perguntou depois a outro: E tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. E disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta. (8) E louvou aquele senhor ao injusto mordomo por haver procedido com sagacidade; porque os filhos deste mundo são mais sagazes para com a sua geração do que os filhos da luz. (9) Eu vos digo ainda: Granjeai amigos por meio das riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. (10) Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; quem é injusto no pouco, também é injusto no muito. (11) Se, pois, nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? (12) E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?
Todos os apóstolos, mais principalmente o apóstolo Paulo tinha uma visão para administração eclesiástica muito clara, em todas suas cartas ele aborda o assunto geralmente recomendando que se organizem as igrejas com pessoas preparadas para os ofícios eclesiásticos.

Funções do Governo da Igreja.
Três funções existentes na igreja: Legislativo, Executiva e Judicial.

 A função Legislativa na igreja compete só a Cristo. Seus ensinos estão contidos na Bíblia Sagrada. Ele é o único capaz de legislar para sua igreja.

A função Executiva é exercida pelo ministro, pelo pastor, que investido pela autoridade outorgada pelo Senhor e a igreja realiza todos os atos oficiais e preside os trabalhadores em geral.

A igreja compete à ação Judicial é ela quem admite membros, quem julga as faltas dos membros e quem reconcilia os eliminados que se restauram. Toda autoridade judicial compete a ela.

A Disciplina na Igreja.
Nos tempos apostólicos a disciplina eclesiástica era muito rígida. Ver o caso de Ananias e Safira (At 5. 11).
As leis que regem a execução da disciplina: a Lei do amor e a Lei do perdão.

As duas espécies de ofensas; Particulares e Públicas.
Ofensas particulares devem ser tratadas de acordo com a instrução do Senhor. (Mt 5. 23, 24; 18. 15-17).

Ofensas públicas devem ser tratadas de forma bíblica ex. (1Co 5. 3-5, 9-13).

O valor da disciplina:
A disciplina tem como objetivo manter a santidade e ordem na igreja, já que os homens mudam com o passar do tempo, contudo a Bíblia jamais muda e é nela que estão contidas todas as regras e modelos a serem seguidos por cristãos.


A organização de uma igreja local:
Em Jerusalém os cristãos reuniam-se no Pórtico de Salomão.
E costumavam todos reunir-se, de comum acordo, no Pórtico de Salomão.” (At 5.12b).
 Posteriormente devido ao aumento da perseguição (por parte dos judeus) as igrejas primitivas eram organizadas basicamente nas casas dos crentes.
As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor Aquila e Priscila, com a igreja que está em sua casa.” (1Co 16. 19).

Leis Atuais Relacionadas à Abertura de Templos Evangélicos e seus Respectivos Cultos:
·         Artigo 5º da Constituição Federal.
·         Lei 2.887/98 (Relacionada à Reforma Protestante).
·         Lei 3.734/2001 (Relacionada à abertura de Templos Evangélicos).
·         10.170/2000 (D.O. da União – de 30/ 12/ 2000/ faculta as igrejas Evangélicas o recolhimento de apenas 20% do INSS).
·         Lei 4.421/2004 (criou o dia do pastor no Calendário Cultural do Estado do Rio de Janeiro).
Art. 1º Fica instituído anualmente, o 2º (segundo) domingo do mês de junho como o “Dia do Pastor Evangélico”, que passa integrar o Calendário oficial do Estado. Nova redação dada pela Lei nº 4421/2004.
·         Emenda Constitucional nº 04/2003 (Dispensa em todo Estado do Rio de Janeiro a exigência de alvarás para as igrejas Evangélicas, bem como, proíbe que os Municípios criem obstáculos geográficos à instalação de novos templos religiosos).
·         Lei 8.069/90 (Administração Eclesiástica e o ECRA – Estatuto da criança e do adolescente).

Organização Documental na Igreja Local:
·         A Lei nº 10.825/03 retirou da igreja a natureza jurídica de uma simples “associação civil”, ocasionando com isso a não incidência imediata da obrigatoriedade de se adequar a seu Estatuto aos ditames de novo Código Civil, terminando com toda a insegurança jurídica em torno do tema.
·         Contudo isso não significa que as mesmas não precisem revestir-se de alguns cuidados em sua administração, pois toda igreja (organização religiosa), por ser uma pessoa jurídica de direito privado, deve ter Estatuto, bem definido, as suas estruturas internas segundo o governo eclesiástico estabelecido (pode ser Episcopal, Presbiteral e Congregacional), resguardando suas particularidades regionais e litúrgicas. Daí a impossibilidade de uma única “forma” para gerir todas as igrejas como estava determinado na Lei anterior.
·         No texto original do Código havia a seguinte classificação:
Artigo 44 – São pessoas jurídicas de direito privado:
                                   I.            As Associações
                                 II.            As Sociedades
                               III.            As Fundações
Com as alterações, o artigo ganhou mais dois incisos:
                              IV.            As Organizações Religiosas
                                V.            Os Partidos Políticos.
·         O artigo 44 também ganhou parágrafos:
Parágrafo 1º: São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. * Isso significa que as organizações religiosas são livres para definir sua estruturação interna e o seu funcionamento, podendo inserir livremente em seu estatuto a sua forma de governo, administração e responsabilidades diversas.
Parágrafo 2º: As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente às sociedades que são objeto do Livro II da parte Especial deste Código. * Este parágrafo dez respeito apenas a aplicação subsidiaria para as sociedades mercantis e não as igrejas.
Parágrafo 3º: Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em Lei específica. * Este parágrafo incluiu os partidos políticos como pessoa jurídica de direito privado.
Paragrafo único do artigo 2.031: O disposto neste artigo não se aplica às organizações religiosas nem aos partidos políticos. * No caput desse artigo é definido o prazo de um ano para as adaptações. Com o parágrafo único, este prazo não se aplica às organizações religiosas nem aos partidos políticos.

Como Elaborar um Estatuto:
Ato Constitutivo.
ü  Data de Fundação
ü  Local do Evento (Assembleia Geral da Instituição a ser criada)
ü  Nome Completo, Qualificação e Endereço (da Instituição)
ü  Aprovação do Nome – Sede e Estatuto
ü  Eleição da Posse da Diretoria
ü  Fixar Mandato: Início e Término
ü  Assinatura na ATA: Pres. Da Assembleia e Secretário.
Estrutura do Estatuto:
ü  Estatuto - nominar por Artigos
ü  Capítulos I – Denominação; Finalidade e Duração. Art. 54, ICC 2002
ü  Capítulos II _ Órgãos Administrativos:
a)      Organização – Diretoria – Conselho Fiscal – Discriminar forma de Eleição – Art. 54, V CC. 2002
b)     Cargos da Diretoria – Art. 54, V CC.
c)      Órgão Deliberativo – Ordinário e Extraordinário
d)     Discriminar os Cargos da Diretoria – Executiva e Suas Competências e Atribuições – Art. 46, III e Art. 54, V CC.
e)      Constar Cláusulas Específicas Definindo o Critério Sem Fins Lucrativos.
f)       Discriminar o Campo: “Conselho Fiscal”.
ü  Capítulo III – Dos Associados: Seus direitos e deveres
ü  Capítulo IV – Fonte de Recursos para a Manutenção de Entidade.
Registos Cartorial de Títulos e Documentos:
ü  Apurar sobre o nome da instituição (Não poderá haver homônimos: A diretoria não poderá ter nome negativado, a diretoria não poderá ter nome negativado).
ü  Publicação em Diário Oficial.
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ):
ü  Órgão Público da Receita Federal
ü  Especificação de Atividades sem fins Lucrativos.
Sistema de Governo Eclesiástico:
Ver na pg. 24 A Lei nº 10.825/03 – Art. 44 § 1º do CC.
Igreja Batista – Que adota o sistema de governo Democrático, em que a vida administrativa da igreja é decidida pela sua assembleia.

Igreja Metodista – Que adota o sistema de governo Episcopal. Um colegiado de bispos decide e cria normas, onde são encaminhadas cartas às igrejas locais da denominação, que administradas por um clã.

Redigindo uma ATA.
Devem estar contidos em uma ATA Ordinária de Igreja Local os seguintes tópicos:
O número da ATA por extenso, data, local, endereço completo, a citação do Artigo do regime interno que regulamenta a assembleia solene, nome completo do Pastor verificação do quórum, após dá-se inicio aos trabalhos.
Anota-se o nome das pessoas que foram dadas oportunidades, para cantar, orar e fazer a leitura oficial colocando nome do livro, capítulo, e versículos citados.
 Apresentação do relatório da tesouraria, nome do tesoureiro entradas e saídas de recursos deve ser escrito numericamente e por extenso.
Comissão de Exame de Contas Nome do relator apresenta o relatório, assinado pelos membros da comissão, que comprova a lisura do trabalho do tesoureiro; averiguado isso acompanha a citação aprovado.
Nomeação da Comissão de Exame de Contas para o próximo ano, mandato bienal citar os anos, o Conselho poderá apresentar os nomes à Assembleia.
A eleição do tesoureiro, seu mandato deve ser bienal citar os anos, a votação deve ser feita por cédulas feitas às contagens dá-se à eleição ou reeleição se for o caso, nome do irmão, endereço completo, documentos civis, citar a quantidade de votos. A apresentação do relatório eclesiástico informações sobre atividades da igreja, o número de membros recebidos, o número dos batizados, transferidos, jurisdição, reconciliação, o número dos desligados, exclusão, abandono falecimento, transferência. Número total de membros que passa para o próximo ano.
Terminado o trabalho encerra a reunião com louvor e oração, horário do término, o pastor impetra a benção apostólica e secretário assina a ATA seguido do Pastor.

Recrutamento Seleção Treinamento e Exclusão de Membros.
 Selecionando Crentes para a obra do Ministério:
Temos um grande déficit no ministério da igreja, em geral isso é devido á uma grande dificuldade em escolher e preparar pessoas para tal ofício. Como identificar as suas vocações? Prepara-los?

Aqui está a primeira dificuldade no campo da escolha de um futuro obreiro. Qual a vocação? Essa deve ser a primeira pergunta a ser respondida, não me refiro a vocações pessoais e sim a vocação ministerial como prevista pelo NT.

Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros. E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres? Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos? Mas procurai com zelo os maiores dons. Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente. (1Co 12:27-31 Ef 4. 11).

Esse texto ressalta uma ideia pouco corrente, Nem todos são chamados para o ministério, Deus assume e arroga para Si o direito de escolher seus ministros, segundo a sua vontade soberana e pelo Espírito Santo.
Os realmente vocacionados irão se submeter às Escrituras como fonte de Autoridade sobre seus chamados e também é animoso diante das adversidades e oposição que é comum a todo cristão.

Tu, porém, tens observado a minha doutrina, procedimento, intenção, fé, longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e aflições, quais as que sofri em Antioquia, em Icônio, em Listra; quantas perseguições suportei! e de todas o Senhor me livrou. E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus. Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.”( 2Tm 3:10-17).

Também podemos observar o Testemunho e exemplo cristão em cada obreiro vocacionado.
Para prepara-los devemos submetê-los a um sistema de ensino programado evolutivo e consistente com as ordenanças bíblicas.
1.      Programado_ Deve seguir um programa educacional que explore todos os métodos pedagógicos possíveis, e os submetam a ao serviço do reino de Deus, Ex.: apostilas de qualificação, vídeos documentários, etc... Podemos estipular também um dia da Semana ou formar uma classe na EBD.
2.      Evolutivo_ Em todo aprendizado deve se levar em conta o tempo de assimilação que pode variar de pessoa para pessoa, uns compreendem mais rápido outros demoram mais, não devemos ter pressa em aprova-los integralmente, devemos esperar o amadurecimento do indivíduo para que o possamos empossar em seu ofício. Jesus aos doze anos já estava perfeitamente preparado para seu ministério, m as só o exerceu aos 30 anos.
3.      Consistentes com as ordenanças bíblicas_ Existem diversos textos que moderam e regulam a escolha dos obreiros, aqui alguns deles: Diáconos (1Tm 3. 8; 3. 12, 13). Pastores, Mestres (Presbíteros), Evangelistas e Profetas (Pregadores). (Ef 4. 11).

A Exclusão de Membros do Rol da Igreja:
Por Exclusão: exercício da disciplina bíblica e eclesiástica.
Por Morte: Deixando de pertencer à igreja Militante, e incorporando-se a igreja Triunfante.
Por Transferência: Para uma igreja da mesma fé ou ordem.


Bibliografia:
v  Apostilas de Ética Cristã, Homilética Teologia Própria e Teologia Pastoral/Administração Eclesiástica.  CEBEC Teologia (Curso Bíblico de Edificação Cristã). Por Silvino Candido da Silva. (Apostila de Teologia pastoral Administração Eclesiástica) Autoria compartilhada Silvino Candido da Silva e Bpo. Paulo Roberto Ramos.
v  Dicionário Teológico, Claudionor Correa de Andrade/ editora CPAD. 19ª impressão 2010.
v  Bíblia Digital THE WORD/ www.theword.net
v  Bíblia de Estudo de Genebra 2ª Edição Revisada e Ampliada SBB (Sociedade Bíblica do Brasil) e ECC (Editora Cultura Cristã).
v   Sola Scriptura TT - Defesa da Bíblia e fé, fundamentalista/ www.solascritra-tt.org
v  CFWM (Confissão de Fé de Westminster).
v  Dicionário VINE/ editora CPAD.
v  Comentário Bíblico de Matthew Henry NT.
v  Notas D.V. (Dicionário Vivas em espanhol).

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Apostila de Qualificação de Obreiros Parte IV

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Objetivo da Lição:

A pouco tempo, tivemos a necessidade de separar alguns irmãos para o ministério ordenado (Diácono e Presbítero), O que nos surpreendeu, foi a tamanha dificuldade que tivemos para encontrar crentes realmente preparados para o exercício dos ofícios eclesiásticos. Nossa saída foi qualificar os candidatos para poderem abençoar a igreja verdadeiramente, por isso também disponibilizo em diversas partes, uma apostila de qualificação de obreiros. Se houver interesse de adquirir o material imediatamente, basta deixar o e-mail na caixa de comentário que certamente enviarei o arquivo gratuitamente.






TEOLOGIA PRÓPRIA
Objetivo da Lição:
Ao término desta Lição o Aluno Deverá saber Basicamente:
1.      Que o conhecimento de Deus acontece quando desejamos obedecer a sua vontade de forma voluntariosa;
2.      Que o Temor de Deus precede ao conhecimento da sua Pessoa;
3.      Definir o que é revelação Geral e revelação Especial;
4.      Definir qual objetivo dos nomes de Deus;
5.      Algo sobre os atributos Incomunicáveis e Comunicáveis de Deus
6.      Qual o objetivo de tais atributos em relação o Homem.

Introdução:
Devido a uma má compreensão da forma como Deus comunica-se (revela-se) ao homem, através de Seus atributos, revelação geral e especial, é que muitas vezes temos tido dificuldades em organizar e gerir a instituição chamada “igreja”. Alguns dizem que a igreja é como uma empresa e deve ser administrada de tal forma, Aqui nesse capítulo veremos a importância de compreender a pessoalidade de Deus para com os homens e assim teremos ferramentas que nos ajudará a administrar a igreja do Senhor, não como uma empresa, mas da forma devida, como a noiva da Cristo.

Definição de Teologia Própria (Teontologia).
Teologia própria, ou teologia propriamente dita, ou teontologia, é o lócus (área de estudo) da teologia sistemática que trata do estudo de Deus e, especificamente, de Deus Pai. Suas áreas clássicas de investigação são a questão da existência de Deus, os atributos divinos, a Santíssima Trindade, a doutrina do decreto divino, criação, providência e teodicéia.
É o ensino sistemático e lógico sobre a natureza e obra de Deus, (gr. THEÓS; θεος; hb. יהוה Y êhovah) e seu relacionamento com a criação.

A Doutrina de Deus.
Seus objetivos são de sistematizar o conhecimento sobre a pessoa de Deus sua obra, principalmente Deus Pai; De testificar de forma racional a existência de Deus.
Segundo a CFWM no capítulo II De Deus e a Santíssima Trindade é definido D’Ele:
I. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições.  Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.
II. Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança.  Ele é suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas.  Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser.  Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto.  Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos.  Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.

 Objetivos da Doutrina de Deus.
1.      A Doutrina de Deus define e sistematiza o conhecimento sobre a pessoa de Deus e sua obra.
2.      A doutrina de Deus intelectualiza a fé, fortalecendo-a.
3.    A doutrina de Deus testifica de forma racional a existência de Deus.

A Pirâmide do Conhecimento Humano.
Existem cinco níveis de conhecimento possíveis na esfera humana.

Conhecimento Empírico_ Esse tipo de conhecimento, ainda que repleto de erros e acertos casuais ele é o resultado da convivência, do dia a dia (experiência pessoal) com o meio ambiente vivido.

Conhecimento Científico_ É o conjunto de conhecimentos socialmente adquiridos ou produzidos, historicamente acumulados, dotados de universalidade e objetividade que permitem sua transmissão, estando estruturados com métodos, teorias e linguagens próprias, que visam compreender e, possivelmente, orientar a natureza e as atividades humanas.

Conhecimento Filosófico_ Analisa a forma de pensar do homem desde seus primórdios até os dias atuais. É um tipo de saber que organiza os valores éticos sob o ponto de vista humano.
Conhecimento Teológico_ Trata do saber religioso que abaliza a sua forma de doutrina esclarecendo-a de forma lógica e relacionando-a com os tipos seculares de conhecimento.

Conhecimento Divino_ Manifesta-se através do estudo sistemático das Escrituras Sagradas. Esse tipo de saber confere ao homem fé, e a possibilidade de experimentar um relacionamento pessoal com Deus seu Criador.

É Impossível conhecer Deus Plenamente
“Ninguém pode conhecer a Deus Plenamente” Essa fala inicia esse tema, que elementos temos que prova essa citação.
1.       Quanto mais sabemos sobre Deus mais precisamos aprender.
2.       Nossa limitação na consciência.
3.      Nossa limitação na carne.
É Possível Conhecê-lo Experimentalmente.                                                             Esse novo enunciado mostra-nos a possibilidade de termos uma experiência pessoal com o criador, quais os meios de desenvolvê-la, e quais os perigos que enfrentamos ao tentar fazê-lo desatentamente. Ao conhecê-lo devemos dar prossecução nesse conhecimento: (Os 6. 3) No início o nosso conhecimento de Deus não se dá de forma plena, se dá de forma emotiva ou conhecimento empírico (emoção), embora esse conhecimento inicial seja sincero e aceito por Deus, só depois, com o amadurecimento do crente, temos condição de dar continuidade em conhecê-lo, algo que chamamos de conhecimento teológico, que é aquele conhecimento, mas profundo e intimo de Deus, esse conhecimento nos ajuda a entender os planos divinos, a nossa posição em relação a Deus e os Planos Eternos de Deus.
O Conhecimento Desatento_ É o que chamaremos de conhecimento mecânico ou racional, embora nos devamos usar nossas faculdades racionais para percebermos o Divino Criador. Não podemos usá-la desprovido da graça divina, fé sobrenatural e devoção, pois a razão isolada desses requisitos acima gera falta de fé, e duvidas Como: a existência de Deus, se Ele existe porque permite tanta maldade?  A frase abaixo revela a agonia do homem pós-moderno.
 “Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo”.
Voltaire
A Revelação Geral de Deus e seu significado                                                   A Revelação Geral é o ato de o Deus criador revelar-se aos homens através das coisas criadas. A Revelação geral de Deus está descrita em (Rm 1. 20) “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis.”
A Revelação Geral pode ser percebida através da sua criação o “cosmos κοσμος; kosmos”.
Na revelação Geral estão implícitas as diversas provas racionais da existência de Deus manifestas na sua própria criação.
1.    As leis irrevogáveis e perfeitas que regem o universo.
2.    As leis Irrevogáveis e perfeitas que regem o corpo.
O conhecimento científico tem alavancado a humanidade no que diz respeito à revelação geral de Deus.  Ele colocou no homem um desejo inato de inquirir e conhecer. E esse desenvolveu diversas matérias, (física, química, astronomia, arqueologia, antropologia, zoologia, etc...) dentre outras que propõe responder as demandas e dúvidas do ser humano.

A Revelação Especial de Deus e seu Significado.                                                                                          A revelação Especial é o ato de Deus se manifestar aos homens por meio da história da humanidade, do advento de nosso SENHOR Jesus Cristo e particularmente, através das Escrituras Sagradas. O objetivo da revelação especial é possibilitar o conhecimento divino e a redenção.
Através dos registros bíblicos, a revelação especial trata do verdadeiro conhecimento pessoal.
A Revelação Especial de Deus Através de Jesus Cristo–Aprouve a Deus revelar-se aos homens através de seu Filho (Hb 1. 3) ARA.
Para nossa: Vivificação (Jo 20. 31); Reconciliação (2Co 5. 19); Purificação de Pecados (1Jo 3. 5c); Libertação do Poder do diabo (1Jo 3.8c). Veja a pergunta de Felipe em (Jo 14. 8, 9); Mostra-nos a suficiência de Cristo, Ele nos basta ou seja, Deus nos enviou o melhor que Ele dispunha (Ele próprio veio), pela sua graça sem fim e para nossa redenção.
Jesus é a expressa imagem de Deus- imagem é a exata expressão de alguma pessoa ou coisa, a semelhança absoluta, a reprodução precisa no que diz respeito à Divindade, também indica a semelhança moral de Cristo, em relação Deus; Uma natureza semelhante Divina excelente e absoluta.
A Revelação de Deus por meio das Escrituras- (2Tm 3. 16). “Toda Escritura”, indica nesse texto: a palavra de Deus, toda ela não apenas uma porção ou livro, ela toda é inspirada por Deus, também mostra-nos o trabalho divino que levou aos servos de Deus a preservá-la. Ela possui autoridade, é inspirada, é inerrante, é infalível. Pode manter nos limpos para salvação.
A CFWM (Confissão de Fé de Westminster) do capítulo I ao X deixa uma declaração muito importante. Veja:

CAPÍTULO I
DA ESCRITURA SAGRADA
I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda.  Isto torna indispensável à Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.
Referências – (Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor.  1:21, e 2:13-14; Heb.
1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa.  8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.)

II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática:
 O VELHO TESTAMENTO
Gênesis Esdras Oseias
Êxodo Neemias Joel
Levítico Ester Amós
Números Jó Obadias
Deuteronômio Salmos Jonas
Josué Provérbios Miqueias
Juízes Eclesiastes Naum
Rute Cântico dos Habacuque
I Samuel Cânticos Sofonias
II Samuel Isaías Ageu
I Reis Jeremias Zacarias
II Reis Lamentações Malaquias
I Crônicas Ezequiel
II Crônicas Daniel
O NOVO TESTAMENTO
Mateus Efésios Hebreus
Marcos Filipenses Tiago
Lucas Colossenses I Pedro
João I Tessalonicenses II Pedro
Atos II Tessalonicenses I João
Romanos I Timóteo II João
I Coríntios II Timóteo III João
II Coríntios Tito Judas
Gálatas Filemon Apocalipse
Ref. (Ef. 2:20; Apoc. 22:18-19: II Tim. 3:16; Mat. 11:27).

III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos.
Ref. (Luc. 24:27,44; Rom. 3:2; II Pedro 1:21.)
IV. A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende
do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.
Ref. (II Tm. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13.)

V. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações.
Ref. (I Tm. 3:15; I João 2:20,27; João 16:13-14; I Cor. 2:10-12.)

VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.
Ref. (II Tim. 3:15-17; Gal.  1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.)

VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas. Ref. (II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.)
VIII. O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las, esses livros têm de ser traduzidos nas línguas vulgares de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a palavra de Deus, permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam  a esperança pela paciência e conforto das escrituras.
Ref. (Mat.  5:18; Isa. 8:20; II Tim. 3:14-15; I Cor. 14; 6, 9, ll, 12, 24, 27-28; Col. 3:16; Rom. 15:4.)
IX. A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.
Ref. (At.  15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.)
X. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.Ref. (Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10.)


Atributos incomunicáveis de Deus.
Trata-se de características exclusivas e incomunicáveis de Deus, por meio do qual Ele se revela ao homem.  Tais atributos pertencem apenas a Deus e são intransferíveis ao ser humano. Veremos adiante alguns desses atributos incomunicáveis de Deus também chamados de atributos Imanentes.

Onipotência: O termo, (lat.) designa a propriedade de um ser supremo que consegue fazer tudo, sendo por isso, todo poderoso com poder absoluto. ELE pode fazer tudo de acordo com sua natureza e propósito.

Onipresença: Por esse atributo não se deve entender que Deus esteja em todos os lugares Como muitos pensam. A ideia de um Deus distribuído por todo espaço, como a atmosfera, é errônea e pertence ao materialismo. Doutrina que ensina ser a matéria à realidade ultima do universo. É a negação sistemática das realidades espirituais; Panteísmo, diz que está dentro de tudo, esta ideia é errônea.

Onisciência: É a capacidade de saber tudo de todos ao mesmo tempo; passado, presente e futuro. Harmonizados ao mesmo tempo. Só Deus possui essa capacidade.

 Asseidade: Significa autossuficiência de vida, atributo natural, absoluto e incomunicável de Deus. Segundo qual Ele existe por si mesmo.

Espiritualidade: Deus é Espírito, sendo assim Ele transcende o mundo material, porém mantem com este um relacionamento para salvação.

Invisibilidade: Este atributo está ligado ao fato D’Ele ser Espírito, Ele não pode ser visto pelos olhos humano em um corpo físico.

Imensidade: esse atributo mostra que Ele ocupa ao mesmo tempo todas as dimensões, espiritual e física.

Imutabilidade: Qualidade exclusiva de Deus que o torna imune às mudanças quer de natureza qualitativa e moral. Ele é imutável em seu Propósito, Promessas, Perfeição.

Eternidade: Como o Ser Eterno Por Excelência, Deus sempre existiu, sempre haverá de existir. Mão teve inicio e não terá fim, o tempo humana não pode compreender a existência de Deus.

Soberania: Trata-se aqui do atributo pelo qual Deus exerce o controle soberano e absoluto de todo universo, segundo sua vontade.



Atributos Morais e Comunicáveis de Deus.
São algumas das qualidades de Deus comunicáveis, ou transferíveis aos seus servos. Todo servo de Deus deve Ter os atributos morais de Deus, pois eles nos caracterizam como filhos.

Santidade: Trata-se da absoluta pureza moral de Deus, que o exalta em completa perfeição sobre toda criatura.
Justiça: Esse atributo mostra que ele sempre retribui a todos com imparcialidade absoluta, o que lhe cabe por direito, o que lhe é devido.

Fidelidade: Esse termo fala da lealdade, segurança, firmeza de caráter nos sentimentos e observância da verdade. Estão associados ao caráter de Deus.

Amor: Não é apenas um atributo de Deus; mas, sim um dos aspectos da sua natureza.

Misericórdia: Esse atributo está ligado a sua bondade, amor, soberania e a Graça Divina.

Sabedoria: Um atributo de Deus, através do qual o mundo foi estabelecido, a forma pelo qual Ele revela (inicia) e conduz seu plano de salvação até a conclusão (Final): A manifestação do messias sua obra redentora e o fim de todas as coisas. Só um Deus extremamente sábio poderia elaborar um plano tão completo e perfeito.

Bondade: Trata-se aqui da perfeição de Deus ativando a sua generosa disposição de suprir todas as necessidades materiais e espirituais do ser humano.
Longanimidade: Esse atributo divino manifesta a demora de Deus em se irar. Isso porque seu objetivo é salvar o homem, e não destruí-lo deixando a retribuição de seus atos para o fim de todas as coisas.
Zelo: Deus é zeloso, de maneira incessante Ele defende e protege sua própria honra.
Ira: Esse atributo revela o seu caráter moral, que odeia e repele tudo o que é mal e pecaminoso.
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Orare e Labutare

"Orare e labutare foram palavras empregadas por Calvino para resumir a sua concepção hermenêutica. Com estes termos ele expressou a necessidade de súplica pela ação iluminadora do Espírito Santo e do estudo diligente do texto e do contexto histórico, como requisitos indispensáveis à interpretação das Escrituras."

Paulo R. B. Anglada

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