"Os homens, para serem verdadeiramente ganhos, precisam ser ganhos pela verdade".

C. H. Spurgeon

Epistola aos Romanos. Parte II.

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A Pregação necessária para a Grande Cidade
(Rm1.11-15)
Paulo, apóstolo para os gentios (Rm1.5), quer contribuir e receber contribuição. É a mutualidade da igreja. Recebemos dons de Deus para nos edificarmos uns aos outros. Todos os dons Como pregar a Palavra de Deus, por exemplo, e todas nossas habilidades são para a edificação do irmão e, conseqüentemente, da igreja. Todo encontro cristão deve ser para edificação, para consolo, ou exortação mútua, como quer Calvino. Ajudemo-nos na caminhada cristã compartilhando a Palavra de Cristo, estimulando-nos mutuamente para não desfalecermos no caminho, e exortemo-nos para que rotas erradas sejam corrigidas.

É a esta edificação que o apóstolo chama de fruto (Rm 1.13). Paulo estava sempre pronto para anunciar o evangelho, como em Roma, e não só ajudar aquela igreja na tarefa de evangelização, como aprofundar o conhecimento dos irmão quantos aos ensinos do evangelho.
Como Paulo, devemos estar sempre desejosos e prontos para edificar os irmãos, para anunciar o evangelho. Este deve ser o estilo de vida da igreja. Vida essa ainda mais necessária no contesto urbano.    
Fonte: Revista Compromisso.
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Epistola aos Romanos

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Roma o Desafio da Grande Cidade
 (Rm 1.8-10)
Roma, a cidade eterna, como era designada, era voltada ao prazer a qualquer preço. Basta lembrar uma das frases do imperador Julio Cesar, no tocante a isso: "Quero ser o homem de todas as mulheres, e a mulher de todos os homens". Quão dificil era viver como cristão em meio a tais circunstãncias! Daí a expressão de gratidão de Paulo pelo estilo de vida da igreja de Roma, testemunhado pelas igrejas de todo o mundo. Certamente referia-se à fidelidade em meio às tentações a que estavam expostos, à firmeza na fé frente a sempre à sempre presente possibilidade de perseguição (eram tempos de Nero 54 d.C. 64d.C. Primeiro imperador a perseguir os cristãos).
Referia-se também, provavelmente, à atuação social dos cristãos na cidade, que tornava marcante sua presença. A história conta do testemunho do imperador Juliano (661d.C.-363d.C.) que, embora inimigo do cristianismo, atesta em carta a seu amigo Lucrécio a atuação dos cristãos em favor dos pobres, tanto dentre os seus como dos não-cristãos. 

Este é o desafio de todos os Cristãos urbanos (no Brasil, cerca de 70% da população vive nas cidades ): ser atuante na cidade sem se deixar envolver por ela, resistindo à tentação de ser derrotado pelo isolacionismo e individualismo egoísta que a cidade propicia, insitindo em marcar sua presença pela prática da fé, com toda misericórdia que o contesto social exige.
Paulo pede a Deus a oportunidade de visitar os Romanos, pois, também, os tem sempre como alvo de intercessão (forma veemente de atestar sua sinceridade) testemunho de sua consciência quanto à dificuldade de viver o cristianismo de modo pleno em meio a um ambiente tão hostil.
Fonte: Revista Compromisso 
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A Epístola aos Romanos Uma Carta pra Hoje. Parte I.

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Uma carta Pra Hoje
Paulo se apresenta como servo de Cristo, chamado para ser apóstolo (Rm.1.1-7), isto é, ser enviado para levar o Evangelho de Cristo aonde ele ainda não foi anunciado (Rm.15.20).
 
Qualquer ministro deve ser fruto da disponibilidade em servir a Cristo. Paulo expõe as bases das boas novas que anuncia, as promessas dos profetas (Rm.1.2), e o cumprimento total dessas profecias em Jesus Cristo, tanto na vida como na morte e também na ressurreição (Rm.1.4).

O apóstolo deixa claro que apresenta Jesus Cristo como Messias profetizado, que seria filho de Davi, e que pelo fato de ter ressucutado dentre os mortos foi designado o Filho de Deus. "Paulo está dizendo que o poder da ressurreição representava o decreto pelo qual, como se acha no  Salmo 2.7: "Hoje te gerei", Cristo foi declarado  Filho de Deus.

Paulo esclaresce ainda que Deus lhe deu a graça capacitadora e o apostolado que é o ministério pelo qual essa graça veio a ser possível. "A tradução recebi graça para ser apóstolo seria preferível. Deus fez isso por amor ao seu nome para que fosse conhecido pelos gentios, isto é, para que os gentios tivessem a oprtunidade de receber a salvação, porque "a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo" (Rm.10.17); Deus assim agiu para que pela fé pudessem os gentios obedecer a Ele, Submeter-se à sua vontade e experimentar a qraça que lhes possibilita viver em obediência ao Senhor: De fato Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb.11.6).

Paulo encerra a sua apresentação falando de seu amor para os que estão em Roma, reconhecendoque também eles estão entre os que Deus chamou para viverem exclusivamente para ele, que é o significado de ser santo.(Rm. 1.1-32)
Fonte: Revista Compromisso.
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Romanos o Evangelho de Paulo. Parte III.

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Forma Literária
O mais antigo manuscrito de "Romanos" é P46, datando de cerca de 200d.C. arquivado na Univercidade de Michigan, USA.as cartas de Paulo, esta inclusive, seguiram o padrão de outras cartas do primeiro século. Havia sempre uma saudação seguida de oração, ação de graças e o conteúdo especial, com saudações especiais e saudações pessoais no final.
O uso de um grande paulino é central em Romanos. Pelo menos três das grandes passagens que apresentam esse credo têm a caracteristica de hinos, e o reconhecimento dessas e de outras como hinos lança uma nova luz sobre o papel das melodias  como meios de comunicação na adoração da igreja primitiva.
Todas as formas literárias usadas por Paulo em Romanos são importantes para que se entenda o conteúdo em seu ambiente histórico. É quase impossível conhecer o que significa uma passagem hoje em dia, não for reconstituído o seu significado para ontem.

Conteúdo Teológico
Dentre todas as cartas de Paulo, Romanos é a que mais aproxima de um tratado teológica. o âmbito do pensamento é tão vasto que é possível construir um sumário de sua teologia nos pontos mais cruciais, abaixo citados. 
Deus é revelado em justiça e ira  e em  bondade e amor... A criação não é apenas uma manifestação do poder e da divindade de Deus... A coroa da criação é o próprio homem... A reconciliação do homemde Deus é a sua mais profunda necessidade ... Morte e ressurreição constituem o ponto focal da cristologia de Paulo... A vida cristã da humanidade remida, começa com a justificação. A vida cristã é vivida na comunidade do amor...
A respeito do conhecimento de Deus por parte do homem, pode ser dito que Paulo cria que há uma revelação geral de Deus e na oredem da criação e na consciência humana (Rm1.19,20;2.14,15), bem como uma revelação preparatória especial no Antigo Testamento, que encontra seu cumprimento em o Novo Testamento (Rm3.21).
Significado espiritual
A relevância da Epístola aos Romanos, em relação a muitos problemas contemporâneos, é notada, pois ela, repetidamente tem sido o instrumento usado por Deus para a renovação do seu povo. (Pelágio e Agostinho, "pais da igreja"são citados).
Romanos propiciou renovação outra vez na época da Reforma. Lutero, que era monge agostiniano, começou a sua fé exposição de Romanos em novembro de 1515 d.C. e, por volta de setembro do ano seguinte, o tema de um Deus justo havia produzido uma renovação . Ele testificou: "Logo depois , eu me senti renascido, e transportado ao paraiso, através de suas portas abertas." João Calvino escreveu o seu comentário a Romanos em 1539 d.C. enquanto estava no exílio... Na teologia recente, a Epístola aos Romanos tem sido a base para vários comentários significativos. Três deles causaram uma grande um grande impacto sobre a teologia e a vida da igreja moderna: AQ "Epístola aos Romanos" , de KarlBarth, publicado  na Alemanha em 1919d.C. "comentário de Romanos " do teólogo congregacional inglês , C.H.Dodd, em 1944d.C. e o "comentário aos Romanos", do teólogo sueco luterano, Anders Nygren em1944d.C.
Há grande perigo em perguntar o que Paulo diz hoje, antes de perguntar o que ele disse no contexto histórico de ontem. Nunca haverá um comentário definitivo a Romanos, pois o poço é profundo demais para secar-se: por isso, todos podem ainda chegar-se a esta fonte, para renovar a sua fé.
Fonte: Revista Compromisso

 
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Romanos o Evangelho de Paulo. Parte II.

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Situação Histórica
A autoria da Epístola aos Romanos está acima de qualquer disputa séria. Todos os eruditos competentes concordam que foi ditada aum escriba a serviço do apóstolo Paulo, ou composta por aquele, durante a sua terceira viagem missionária. Desta forma, ela é a conclusão do seu trabalho missionário na bacia oriental e a introdução aos seus planos futuros no ocidente, bem como a discussão mais detalhada do seu evangelho.

Há mais concordância geral de Corinto ser o lugar da Epístola, mas alguns eruditos sugerem filipos, pouco depois que Paulo saiu de Corinto. No fim de 56 d.C., Paulo chegou a Corinto, para uma última estada de três meses, e partiu antes da festa dos Pães Asmos, isto é, na primavera de 57 d.C. (At.20.3-6). Se o Gaio, que era seu hospedeiro e que enviou saudações  (Rm.16.23); é o Gaio que ele batizou em Corinto (1Co.1.14), então o problema está praticamente resolvido. A presença de Febe, (diaconisa) da igreja de Cencréia, porto oriental que servia a Corinto, aumenta a evidência. Paulo parece escrever pouco antes de se prepararpara deixar a cidade de Corinto (Rm.15.25,At.20.3).

Roma a capital e maior cidade do ImpérioRomano, era a destinatária da carta. É importante notar que a igreja em Roma era uma comunidade que falava grego, firmemente estabelecida quando Paulo escreveu. O consenso crescente dos eruditos, protestnates e alguns católicos romanos, é que os convertidos judeus helenistas, provindos da Palestina e Síria, levaram o evangelho a Roma em data bem mais antiga por volta de 30 d.C.(At.2.10).

Na época em que Paulo escreveu "aos romanos", a sua ambiçãoera fazer uma visita de passagema Roma, depois de terlevantado uma ofertanas igrejas gentias, para os santos pobres de Jerusalém (Rm.15.22-29).É bem possível, dadas às circunstânciasque Paulo não previa totalmente, que ele apenas não chegou a Roma, mas pregou na Gália e Espanha. Na sua volta a Roma, ele, juntamente com Pedro, pereceu em algum tempo durante a persequição de 64/68d.C.
Fonte: revista Compromisso.

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Romanos o Evangelho de Paulo. Parte I

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Introdução:
Escrita aproximadamente entre 55 d. C., “a Carta de Paulo aos Romanos tem sido considerada como chave de Deus para a compreensão de toda Escritura. Nela Paulo alinhava os grandes temas da Bíblia; (Lei, Julgamento, Destino humano, Fé, Obras, Graça, Justificação, Santificação, Eleição, O plano da salvação, A obra de Cristo e do Espírito Santo, A esperança cristã, A natureza e vida da igreja, O lugar do Judeu e do não Judeu, nos propósitos de Deus, A filosofia da igreja e a história do mundo, o significado e a mensagem do Antigo Testamento, Os deveres da cidadania cristã, e os princípios da retidão e moralidade pessoal).

Romano nos abre uma perspectiva através da qual a paisagem completa da Bíblia pode ser vista e a revelação de como as partes se encaixam no todo se torna clara. O estudo de Romanos é vitalmente necessário para a saúde e entendimento espiritual do cristão.

Paulo não conhece a igreja em Roma, entretanto, intentando ir à Espanha, evangelizar, (Rm 15.24), espera visitá-la no caminho, assim como tê-la como apoio em sua empreitada. É uma carta para apresentar-se isto é, discorrer sobre seu ministério e entendimento do evangelho, que são suas credenciais, assim como solicitar apoio financeiro e logístico para sua viagem missionária a Espanha.

“O fato da fé dos cristãos de Roma ser bem conhecida, (Rm 1.8), e o desejo de Paulo de visitá-los há um bom tempo, (Rm 1.13) indicam que a fé cristã tinha sido estabelecida na capital do império há bastante tempo. Estes fatos são apoiados pelas Palavras do historiador romano Suetônio, que diz que Cláudio já tinha expulsado os judeus (em 49 d.C.) por terem criado um tumulto ‘por causa de um tal Cresto’ (evidentemente uma referência a Cristo).

Visitantes de Roma estavam presentes no dia de no dia de pentecostes, (At 2.10-11) e podem ter sido os primeiros a levarem as boas novas à cidade. Por causa da importância estratégia da cidade e do grande número de judeus que lá vivia, a mensagem do evangelho deve ter chegado a Roma como que atraída por um ímã. Apesar da tradição, é certo que a igreja não foi fundada por Pedro. A ausência de qualquer referência a Pedro. Ou aos outros apóstolos indica que a igreja romana não vivenciou um ministério apostólico direto.

Fonte: Revista Compromisso
Ano :X – N° 37
Publicação trimestral JUERP
Por: Ariovaldo Ramos. 
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Temas

Orare e Labutare

"Orare e labutare foram palavras empregadas por Calvino para resumir a sua concepção hermenêutica. Com estes termos ele expressou a necessidade de súplica pela ação iluminadora do Espírito Santo e do estudo diligente do texto e do contexto histórico, como requisitos indispensáveis à interpretação das Escrituras."

Paulo R. B. Anglada

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