"Os homens, para serem verdadeiramente ganhos, precisam ser ganhos pela verdade".

C. H. Spurgeon

Apostila de Qualificação de Obreiros Parte III

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A pouco tempo, tivemos a necessidade de separar alguns irmãos para o ministério ordenado (Diácono e Presbítero), O que nos surpreendeu, foi a tamanha dificuldade que tivemos para encontrar crentes realmente preparados para o exercício dos ofícios eclesiásticos. Nossa saída foi qualificar os candidatos para poderem abençoar a igreja verdadeiramente, por isso também disponibilizo em diversas partes, uma apostila de qualificação de obreiros. Se houver interesse de adquirir o material imediatamente, basta deixar o e-mail na caixa de comentário que certamente enviarei o arquivo gratuitamente.







HOMILÉTICA
Objetivos da Lição:
Ao término desta Lição o Aluno Deverá saber Basicamente:
1.      O que significa Homilética e qual o seu objetivo;
2.      Alguns conceitos a arte da expressão oral;
3.      Virtudes e desvirtudes comuns aos mensageiros de Deus;
4.      O que deve ser evitados no que diz respeito a pregação;
5.      Classificar os tipos de sermão;
6.      Como se elaborar um sermão.

Introdução:
Em nossas igrejas, os obreiros frequentemente são convocados para trazer uma palavra, reflexão, meditação, saudação, etc... Uma noção básica de Homilética se faz necessária, pois é comum vermos pessoas totalmente despreparadas usarem o púlpito desafortunadamente causando confusão teológica, esse tema pode evitar tais problemas auxiliando os pretensos pregadores.

Definição do Termo Homilética.
Homilética é a disciplina teológica que estuda a ciência, a arte e a técnica de preparar e expor um sermão.
Sermão_ significa conversação, prédica, pregação. Um discurso sacro. Tratando-se da transmissão do Evangelho é a pregação da Palavra de Deus.
A Homilética vista como ciência_ quando observa sob o ponto de vista de seus fundamentos;

O termo Homilética é derivado do Grego "HOMILOS" o que significa multidão assembleia do povo, derivando assim outro termo, "HOMILIA" ou pequeno discurso do verbo "OMILEU" conversar.

O termo Grego "HOMILIA" significa um discurso com a finalidade de Convencer e agradar. Portanto, Homilética significa "A arte de pregar".

A arte de falar em público nasceu na Grécia antiga com o nome de Retórica. O cristianismo passou a usar esta arte como meio da pregação, que no século 17 passou a ser chamada de Homilética.

Acertos e Erros mais Comuns entre Pregadores.
Acertos_ Ser dedicado à oração e a Palavra de Deus. (At 6. 4).
Onde Pedro estabelece a premissa maior do ministério apostólico, ao molde do Mestre; “oração e Palavra”, nos reportando a necessidade de consagração em primeiro lugar, a devoção vem antes oratória, precisamos ser aquilo que Deus espera, e falar aquilo que Deus fala em sua Palavra.
·         Pregar com amor e Piedade, (1Co 13. 1, 2); (1Tm 4. 7).
·         Ter originalidade, não pregação. Nada de imitar!
·         Pregar tendo Cristo e sua mensagem como base de seu sermão.
·         Falar pelo Espirito Santo, (Mc 13. 11).
Erros_ O pregador sem mensagem como Aimaás (2 Sm 18. 19-33).
·         Atraso na chegada do culto.
·         Apertar a mão de todos obreiros ao subir na tribuna.
·         Pregação improvisada, sem esboço.
·         Transpor o tempo que lhe foi dado para pregar.
            
A Classificação dos Sermões.
Temático ou Tópico: As divisões desse tipo de sermão independem do texto bíblico.
Textual: As divisões desse tipo de sermão são extraídas do texto bíblico.
Expositivo: Esse tipo de sermão faz uma exposição exegética do texto.
Temático ou Tópico: Este tipo de pregação se desenvolve através de um tema específico. O tema é extraído do assunto e depois o pregador vai atrás de um texto para balizar o tema.
Esse tipo de sermão depende mais dos atributos do pregador do que a Bíblia.



Legenda de observação:
Tema__ §
Texto base__ #
Tópicos__ *
Subtópicos__ %

Exemplo de um sermão temático:
Sermão Topical ou Temático.


§_ Confissão

#_ (I João 1:9) Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

* - O que devemos confessar ?

%_A ) Nossos pecados
%_B ) O Nome de Jesus
%_C ) O poder de Deus

*II - Como confessar ?

%_A ) Com sinceridade
%_B ) Com fé

*III - Quando devemos confessar ?

%_A ) Agora mesmo
%_B ) Ao ouvir a Palavra de Deus

*IV - Qual o resultado da confissão ?

%_A ) Paz
%-B ) Perdão
%_C ) Comunhão

(Sola Scriptura TT - Defesa da Bíblia e fé, fundamentalista/ www.solascritra-tt.org).

Sermão textual:
Ela origina-se diretamente do texto bíblico. Ou seja, ele está subordinado ao texto da escritura, portanto o assunto deve se desenvolver, (emanar) do “enunciado”.
As pregações textuais são classificadas assim: Divisão Natural; Analítica; Sintética.
·         Divisão textual natural: são as ideias sugeridas naturalmente dentro do próprio texto. O mensageiro não precisa se esforçar muito para descobri-las.
·         Divisão textual analítica: Aqui a mensagem terá suas divisões no esboço, baseadas em perguntas: Quem? Que? Quando? Como? Por quê? Onde?  Essas perguntas serão feitas pelo expositor ao texto, e ele obterá tais respostas do próprio texto.
·         Divisão textual sintética: aqui o pregador ao elaborar seu sermão poderá organizá-lo sem se preocupar com a ordem das partes do texto. Enquanto as outras formas de classificações dadas anteriormente não podem ser mudadas, a sintética pode, pois se trata de uma síntese, resumo, deixando o pregador livre para resumir o esboço.

Exemplo de um sermão Textual:
2. Sermão Textual

§ A entrada
# (Jo 10:9) Eu sou a porta, se alguém entrar por mim, salvar-se-á

*I - Eu sou a porta.

%_A ) Da Salvação
%_B ) Da felicidade
%_C ) Estreita

*II - Se alguém entrar por Mim

%_A ) Não há acepção de pessoas
%_B ) A única entrada

*III - Salvar-se-á

%_A ) Uma decisão própria
%_B ) Da perdição eterna

Obs.: Uma forma lógica e prática para o desenvolvimento é utilizar as divisões do próprio texto.

(Sola Scriptura TT - Defesa da Bíblia e fé, fundamentalista/ www.solascritra-tt.org).

Sermão expositivo:
O sermão expositivo é parecido com o textual. O que difere do outro é que seu desenvolvimento dá-se através de regras de exegese, (que é a disciplina que aplica métodos e técnicas que ajudam na compreensão do texto).
O sermão expositivo não abrange apenas um versículo ou texto, mas pode ir além, e abranger versículos, capítulos e um livro inteiro.
O sermão expositivo é literalmente bíblico, porque interpreta literalmente, a intenção do autor do livro incluindo as figuras de linguagem, literalidade, o contexto histórico, o contexto imediato e remoto, além de muitas outras ciências que ajudam na compreensão do texto.

Exemplo de um sermão expositivo:
3. Sermão Expositivo
                                                                             
§O encontro com a vida

# (Lc7:11-17)

*I - A multidão que seguia a Jesus

%_A ) Pessoas desejosas
%_B ) Pessoas com esperanças
%_C ) Pessoas alegres

*II - A multidão que seguia a viúva

%_A ) Pessoas entristecidas
%_B ) Pessoas sem esperanças
%_C ) Pessoas inconformadas

*III - O encontro da vida com a morte

%_A ) A vida é uma autoridade
%_B ) A morte se curva ante a vida

*IV - O resultado do encontro

%_A ) A ressurreição do jovem
%_B ) A alegria da multidão entristecida
%_C ) A edificação da multidão que seguia Jesus
%_D ) A conversão de muitos

(Sola Scriptura TT - Defesa da Bíblia e fé, fundamentalista/ www.solascritra-tt.org).

Trabalhando na Estruturação do Sermão.
Objetivo (Alvo)_ Nessa etapa devemos observar a inspiração ou estar atentos à  direção que Deus quer dar na mensagem, e falar ao seu povo. Os elementos que compõe o sermão como: o alvo, tema, introdução, corpo, conclusão e apelo; são importantes, pois conduzem o povo na compreensão da palavra de Deus.
Objetivo é determinante porque será através dele que o pregador elaborará sua mensagem. O pregador deverá perguntar-se: O que espero que eles compreendam e façam?
Tema (Proposição)_ O tema é a verdade central do sermão; é o assunto da mensagem, é a pergunta que circulará a proposição “o que é” e “o que se trata”.
O tema difere do titulo; o titulo da o nome ao sermão, já o tema é todo o sermão. Devemos ter objetividade na escolha do tema, Como disse Silvino Candido da Silva: “A pertinência do tema e a mensagem, e o tema e a Bíblia Sagrada; um fala da importância dele está relacionado com a mensagem, e o outro da importância dele está contido na Escritura bíblica.”.
Introdução (Exórdio)_ A introdução inicia o objetivo que é proposto pelo pregador, que vai avançando  gradativamente para não pegar os ouvintes repentinamente, a exemplo do prefácio de um livro que coloca o leitor por dentro do assunto proposto.
Os dois objetivos da introdução de um sermão: aguçar o interesse do ouvinte e prepara-los para que entendam.
Elementos que podem ser usados como introdução: um fato ou acontecimento atual, uma música que esteja de acordo com o sermão, um breve testemunho, uma explicação minuciosa do texto que será proposto.
A introdução deve ser breve, o excesso tira o interesse do ouvinte.
Exposição (Corpo da mensagem)_ Aqui tem inicio ao desenvolvimento do assunto. O pregador explica aos ouvintes, de forma didática, gr. (didaskalia; didaskalia), e clara a mensagem que recebeu de Deus.
As divisões do sermão são: tópicos ou Subtópicos, alguns pregadores colocam em seus sermões cerca de cinco ou seis tópicos e Subtópicos, mas a regra geral estabelece um padrão ideal de três.
Os argumentos do sermão: devem estar arrumados e relacionados entre si.
As ilustrações: Ela serve para iluminar a verdade exposta, jamais devemos usá-la com o objetivo principal, ou seja, após usá-la o preletor deve retornar ao assunto de sua prédica.
Conclusão (Perolação)_ Trate-se da finalização do sermão, alguns pregadores se preocupam mais com o outros momentos do sermão e acabam esquecendo da conclusão, ela é tão importante quanto os outros momentos. Ela deve conduzir o assunto da mensagem a um final adequado, eficaz e persuasivo. A conclusão pode ser:
Recapitulativa_ é a que faz uma breve recapitulação dos assuntos tratados na mensagem; Aplicativa_ é uma aplicação das verdades observadas no sermão, às vidas dos ouvintes; Apelativa_ é o resumo feito de tal forma a unificar que desemboca direto no apelo. O resumo de sua prédica é uma unificação entre a aplicação das verdades e o apelo a que recebam tais verdades.
Apelo_ a conclusão é o desfecho intelectual do sermão, o apelo é o seu desfecho indutivo e persuasivo. Aquele que leva os ouvintes a compreender as verdades discursadas no sermão e tomar uma atitude em relação a elas.





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A postila de Qualificação de Obreiros Parte I

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A pouco tempo, tivemos a necessidade de separar alguns irmãos para o ministério ordenado (Diácono e Presbítero), O que nos surpreendeu, foi a tamanha dificuldade que tivemos para encontrar crentes realmente preparados para o exercício dos ofícios eclesiásticos. Nossa saída foi qualificar os candidatos para poderem abençoar a igreja verdadeiramente, por isso também disponibilizo em diversas partes, uma apostila de qualificação de obreiros. Se houver interesse de adquirir o material imediatamente, basta deixar o e-mail na caixa de comentário que certamente enviarei o arquivo gratuitamente.

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2Tm 2. 15) [JFA] RA.  Para refletir: Esse imperativo de Paulo a Timóteo é usado frequentemente para regular a vocação ministerial na igreja, deve ser o objetivo maior do obreiro modelo. Aqueles que são chamados por Deus para servir à sua igreja. “Procura apresentar-te a Deus aprovado”. Nos fala de diligencia, cuidado e uma visão clara de para quem, estamos trabalhando e de quem nos vocacionou. Sabendo que o soberano Deus, nos recompensará, com aquela recompensa que não se pode comprar com ouro e prata, uma herança eterna e incorruptível. Aprovado nos mostra a necessidade de respeitarmos o tempo da aprovação, ou seja, o obreiro deve ser testado, avaliado ou sabatinado. Embora o texto nos dê a ideia que essa aprovação é estabelecida pelo próprio Deus, não significa que Ele não possa usar a igreja para estabelecer um sistema criterioso de averiguação desse obreiro, a igreja têm autoridade de avaliar e qualificar aqueles que são chamados ao ministério. “como obreiro que não tem de que se envergonhar”. Ou seja, que não tem motivo para envergonhar-se, que tenham boa reputação, diante de sua família, vizinhança e igreja interessante notar que o testemunho está em primeira análise como imprescindível para o obreiro. “que maneja bem a palavra da verdade”. Essa seção coloca a prioridade comum a todo obreiro, manejar bem o termo no gr. significa fazer um corte reto, ou em linha reta, sem sinuosidade e desvio, levando a verdade a todos de acordo com a doutrina cristã estabelecida por Cristo e seus Apóstolos. Esse é nosso grande desafio.

Ivan Cesar da Silva Barboza. 

Uma Frase Compensatória: "O aprendizado nunca termina. Não existe parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições para aprender." (autor desconhecido).

 Objetivos da Lição:
Ao término desta Lição o Aluno Deverá saber Basicamente:
1. Como aplicar a ética cristã em seus vários aspectos morais e existenciais;
2. Que a ética no convívio eclesiástico ajuda no bom funcionamento da mesma;
3. Que a Homilética ajuda evitar erros aos que pretendem falar na igreja;
4. Aplicar algumas técnicas de homilética na exposição do sermão;
5. Identificar a pessoalidade do tratamento divino em relação ao homem;
6. Humanizar o tratamento do obreiro com os membros, entendendo que Deus que é Santo quer esse relacionamento.
7. Que os atributos Comunicáveis de Deus servem para nosso deleite espiritual e identificação com a natureza do Pai.
8. Os pontos relevantes sobre administração eclesiástica melhoram o serviço na igreja.
9. Que a administração eclesiástica está sujeita a reformulações de acordo com o serviço e necessidade da igreja.
10. O obreiro eficaz não é aquele que consegue fazer tudo (ser Perfeito), mas aquele que está pronto para ser corrigido, dividindo com os demais, as dificuldades e méritos do serviço Eclesiástico.

Introdução: Essa Apostila traz em seu corpo, disciplinas que são necessárias para melhorar o desempenho e compreensão dos candidatos ao ministério ordenado, é claro que, não temos a pretensão de acharmos que nela estará contida todas informações necessárias para formar obreiros, mas daremos uma noção básica de temas que ajudarão a aguçar o interesse de cada obreiro vocacionado por Deus. Essa apostila não substitui a importância e necessidade dos obreiros se qualificarem melhor, através de um curso de teologia. Alguns tópicos que serão tratados:

Índice:

Ética Cristã: • Definição do Termo Ética.................................................. 04 • 
Os Alicerceies da Ética Cristã............................................ 05 • 
A Vontade de Deus.......................................................... 05 • 
A Lei do Amor................................................................. 06 • 
Casos Éticos Típicos Atuais............................................... 06 1. 
Namoro Noivado e Casamento...................................... 06 2. 
O Divórcio.................................................................. 06 3. 
O Homossexualismo.................................................... 07 4. 
A Política e a Igreja..................................................... 07 5. 
A Ética Ministerial do Obreiro de Cristo........................... 07 6. 
Ordenação de Mulheres ao Ministério Cristão.................. 08 
Homilética: • Definição do Termo a Homilética....................................... 08 • 
A Classificação dos Sermões............................................. 09 • 
Acertos e Erros Mais Comuns Entre Pregadores................... 09 • 
A Classificação do Sermão................................................ 09 • 
Trabalhando na Estruturação do Sermão............................ 13 
Teologia Própria: • A Doutrina de Deus......................................................... 15 • 
A Pirâmide do conhecimento humano................................. 17 • 
É impossível Conhecer Deus Plenamente............................ 17 • 
É Possível Conhece-lo Experimentalmente.......................... 18 • 
A Revelação Geral de Deus e seu Significado...................... 18 • 
A Revelação Especial de Deus e seu Significado.................. 19 • 
Atributos Incomunicáveis de Deus.................................... 23 • 
Atributos Comunicáveis de Deus....................................... 24 
Teologia pastoral /Administração Eclesiástica: • O que é Administração Secular e a Eclesiástica.................... 25 • 
Administração sob o Ponto de Vista do AT. NT..................... 26 • 
Funções do Governo da Igreja.......................................... 27 • 
A Disciplina na Igreja....................................................... 27 • 
A Organização da Igreja Local........................................... 28 • 
Como Elaborar um Estatuto............................................. 30 • 
Redigindo uma ATA......................................................... 31 • 
Recrutamento Seleção Treinamento e Exclusão de Membros..31
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Jó, um homem reconhecido por Deus. Parte I.

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Jó, um homem reconhecido por Deus.
 Talvez pelo fato, de alguns exegetas considerarem o livro de Jó uma fábula, tem-se figurado sobre ele certo preconceito de tomá-lo como exemplo de fé e prática nesses dias, o que é uma pena, (Para aqueles que rejeitam esse livro e não o consideram como uma fonte de resposta a uma questão que é erigida pelo livro. Porque os justos sofrem?). Aí vão algumas referências Bíblicas que testificam a inspiração divina e a evidencia da existência de Jó.
“ainda que estivessem no meio dela estes três homens: Noé, Daniel, Jó...”(Ez. 14. 14).
“Como sabeis, temos por bem aventurados os que perseveraram. Ouvistes da paciência de Jó...” (Tg. 5. 11).

Texto áureo: “Então disse o Senhor a Satanás: Observaste a meu servo Jó? Não há ninguém na terra semelhante a ele, homem íntegro, reto, que teme a Deus e se desvia do mal” (Jó 1. 8).
Características particulares de Jó:

1.    Servo
2.    Integro
3.    Reto
4.    Temente a Deus
5.    Desvia-se do mal

Servo; Partindo do princípio que o próprio Deus estabelece, nas características de Jó,  Ele destaca, este adjetivo como primeiro, e certamente o mais importante. Servo, significa; Cativo e  Escravo. Nos dando exemplo de que deseja ser reconhecido por Deus deve saber sua posição em relação a Ele.
•    Cativo, Que não goza de liberdade, ou seja, estamos aprisionados em Deu,  Ele é o Senhor que nos têm como sua possessa. E Deus como Senhor têm o direito de fazer conforme sua vontade.
•    Escravo, Que ou aquele que está sujeito a um senhor, como propriedade dele, já que somos sua propriedade, nossa obrigação é fazer sua vontade e sujeitar nos.

Integro; Perfeito A palavra hebraica para usada e “Tamim”, palavra usada no A. T. Parece que primitivamente significou qualquer coisa bem acabada, tendo por isso o mesmo sentido que em português. Aplica-se à vitima do sacrifício, e então quer dizer sem Defeito, (Êx 12. 5); em relação ao homem significa homem direito, reto e de bom caráter, (Gn 6. 9; 17. 1).( Dicionário Bíblico Buckland pg.347, 348) Ou seja, a idéia de que Deus esteja falando sobre um tipo de perfeição absoluta não se sustenta diante dos argumentos apresentados. Mas, o que Deus espera é uma perfeição moral batizada na palavra e nos mandamentos de Deu,  o que é perfeitamente possível ao homem. Quando digo possível, não estou dizendo fácil.

Reto; Que não têm curvatura sinuosidade e inflexão, que segue a mesma direção, direto e direito...está explicação sobre retidão nos dá idéia de firmeza, continuidade e perseverança Quem é reto não têm oscilações na fé.

Temente a Deus; Que ou quem o reverência, e reconhece os princípios divinos. Submete-se  as leis morais de Deus.

Desvia-se do mal; Afasta se do erro, ou seja  ao mesmo tempo que ele era reto de ao comunicar-se com Deus positivamente através de suas leis morais ele tinha a facilidade de Desviar-se do que era contrário a vontade de Deus. Nós devemos ter a mesma facilidade de Jó, ao identificar e rejeitar todo mal.
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A Chamada de Abraão.

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A Chamada De Abraão.


Deus chamou Abraão do meio de um povo idólatra. Diz a Escritura que Ele mesmo apareceu a Abraão estando ele na casa de seus pais, (At 7. 2-4). Abraão vivia em um mundo corrupto e idólatra e daquele meio Deus o cercou de todas as promessas e pôs-lhe na frente um alvo supremo: ser o pai de muitas nações, e entre estas, uma seria especialmente designada pela presciência divina para ser a representante dos interesses do Altíssimo na terra.

1. A tríplice ordem de Deus a Abraão, (Gn 12. 1). Na chamada de Deus a abraão, há determinações nas quais estão a essência do plano divino para ele.

A primeira foi: "Sai da tua terra", isto é, deus tinha outra terra, fértil e promissora para ele viver. A partida era indefinida e o lugar par onde ele iria era desconhecido por eles. O grande patriarca deveria partir, independente do desconhecimento dos detalhes. Na verdade, o que Deus queria era que Abraão partisse sem olhar para traz, ou sem pensar em retorno. A terra onde habitava seria um transtorno para os planos divinos. Sua saída de Ur dos Caudeus deveria ser para ele um desprendimento completo; uma renúncia total, material, social, e espiritual.

A segunda ordem de Deus foi: "sai-te do meio da tua parentela". Com exceção da sua esposa Sara, ninguém mais da família deveria acompanha-lo naquela peregrinação à terra que Deus lhe mostraria. Mas Abraão, constrangido pela idade de seu velho pai Terá, decidiu levá-lo também. Ainda um sobrinho muito ligado a família, chamado Ló, resolve unir-se ao patriarca na viagem. Esses laços familiares deveriam ter sido evitados para que Abraão e sua esposa não tivessem qualquer impedimento no caminho preparado por Deus.
Viajaram quase 1000 km e chegaram a Harã. Ali o idoso Terá, não pode mais prosseguira jornada. Custou caro a Abraão cortar esses laços familiares. Ele deveria ter obedecido a Deus sem reservas e, então, sua viagem de fé teria êxito.

A terceira exigência divina foi: "Vai para a terra que eu te mostrarei". A terra prometida a Abraão estava muito além de Harã, (Gn 17. 8; At 7. 4). A esta altura aprendemos uma lição preciosa. Quando Deus nos chama nada deverá nos prender a este mundo, porque Ele cuida de tudo.

2. Abraão vai para Harã e Siquem, (Gn 12. 4-8). Abraão acumulou riquezas em Harã, mas o seu coração não estava naquele lugar. Ele decidira fazer toda vontade de Deus e partiu de Harã para Canaã, chegando a Siquem. Seu pai já havia morrido e nada mais o deteria em Harã. Sua fé em Deus lhe deu forças para prosseguir. Em Siquem, o Senhor lhe apareceu, reafirmou-lhe as promessas anteriormente feitas e mostrou-lhe toda terra dos cananeus, a Canaã prometida.

3. Abraão muda de Siquem para Betel, (Gn 12. 8). Foi em Betel, ( que significa "casa de Deus"), que Abraão edificou um altar ao Senhor. Agora, naquelas terras, Abraão sabia que, no tempo próprio, ele as teria como cumprimento das promessas divinas. Betel, daqui para frente, sempre lembrará ao crente um lugar de oração, de encontro com Deus, de decisões importantes na vida espiritual.
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Orare e Labutare

"Orare e labutare foram palavras empregadas por Calvino para resumir a sua concepção hermenêutica. Com estes termos ele expressou a necessidade de súplica pela ação iluminadora do Espírito Santo e do estudo diligente do texto e do contexto histórico, como requisitos indispensáveis à interpretação das Escrituras."

Paulo R. B. Anglada

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